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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

A escola em pânico - 1ª parte

AMÉRICO CANHOTO

O que fazer com um mestre angustiado ou em pânico? Parece fácil: licença, afastamento, aposentadoria precoce por doença. Essa parece ser a seqüência lógica. A pergunta que fica sem resposta: Depois, o que ele vai fazer da sua vida?
E, o que fazer com o aluno em pânico? Afastá-lo da escola? por quanto tempo? O que será dele, de seu futuro? Pois segundo os valores da atualidade, ele ficará para trás na corrida pelas melhores vagas na universidade; não será absorvido pelo mercado de trabalho ou não será bem remunerado. Além disso, quem ficará mais angustiado quanto ao seu futuro? O aluno? A família?
Temos recebido perguntas a respeito do que fazer com os alunos que já estão vivendo esse drama. Para resumir poderíamos dizer: Que pena deixarmos isso acontecer, pois o diagnóstico pode ser feito pela própria família de forma bastante precoce. Mas, se isso serve de consolo: na hora de consertar os estragos é melhor que isso aconteça nos primeiros anos de escola, do que na universidade ou no início da atividade profissional; pois, dá tempo de salvar alguma coisa mais do irreparável estrago. Não é piada, na atualidade, alguns já se formam aposentados (quem vai bancar essa aposentadoria, nem Deus sabe). Quando o estrago já está feito, o que nos resta é enfrentar a situação com realismo e maturidade.
Como resolver?
O primeiro passo, é aceitar que a era dos milagres e das mágicas já “findou”. Numa situação dessas é melhor nos prepararmos para desenvolver a paciência. Pelo bem do aluno e de todos, é preciso que fique bem claro: Não há  remédios mágicos para tirá-lo dessa situação e muito menos profissionais mandrakes.
Identificado o  problema, na hora de buscar as causas vale  recordar que ele é uma somatória de múltiplas situações. E que, cada caso é um caso, a importância de um ou outro fator depende de vários aspectos que devem ser avaliados em separado, para que depois sejam abordados em conjunto; ou o resultado será  insatisfatório. Isso significa que o atendimento é multidisciplinar.
O quer dizer: são muitas pessoas envolvidas, muitas cabeças pensando, muitos interesses em jogo, o que, em se tratando de seres humanos, sempre representa perigo. Reforçar esse fato, pode nos ajudar a acordar para a importância da profilaxia dos problemas decorrentes do estresse crônico na infância e nos jovens. É muita gente envolvida no processo de cura: família, professor, pedagogo, psicólogo, pediatra, neurologista, psiquiatra e outros. Caso todos falem a mesma língua e tenham os mesmos interesses, depois de vários meses ou até depois de anos, o resultado pode ser bom ou não, permanente ou não. Para complicar: o resultado definitivo também depende da ação do aluno. O papel principal dessa turma toda envolvida, é criar condições e gerar ferramentas para que o interessado resolva a situação; apenas isso.
O que temos de recursos disponíveis no mercado para iniciar a tarefa de ajudar o aluno em pânico, é uma forma de procedimento padrão, que facilita  o estudo das causas internas e externas causadoras.
Como estamos tratando de pânico no “aluno” o profissional responsável pela condução do caso deve ser, em teoria, o psicopedagogo. Cabe a ele estudar qual o papel dos fatores internos: personalidade e tendências do aluno; nessa fase deve buscar interagir com o pediatra, neurologista e o psiquiatra da criança ou jovem. Também deve avaliar os fatores externos: como a influência da vida em família, analisar o perfil psicológico dos familiares; além do seu grau de escolarização. Cabe a ele também identificar a influência do meio escolar: ação da escola (direção, professores, modelo pedagógico), na formação do problema. O estilo de educação voltada apenas para o exame vestibular e a acirrada disputa com seus colegas acentua o medo do fracasso e a ansiedade vai a mil.
Num artigo o que podemos fazer é alertar para que os pais e mestres estejam atentos para evitar o problema; e nos casos já instalados sinalizar a busca de caminhos para a lenta cura.
Para entender a demora, basta lembrar que levamos muito tempo até para montar o material para fazermos o diagnóstico. E para a seqüência de um  tratamento eficaz é a mesma coisa.
Tratamento eficaz? O que significa isso? Até onde pretendemos ir?
Algumas perguntas precisam de respostas: O que entendemos como sucesso? Conseguir que o aluno assista às aulas é a meta? Essa é a função do psicopedagogo? E se o aluno conseguir agüentar a escola, o que vai virar na vida? Quando usar medicamentos? Criança dopada é mais fácil de ser dominada ou controlada? Qual o prognóstico? A família aceita ser tratada?
No próximo artigo daremos dicas dos sinais que as crianças  propensas ao problema nos oferecem no cotidiano mostrando que o problema virá dia menos dia.

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A escola em pânico - 2ª parte

AMÉRICO CANHOTO

Como vimos na primeira parte, tanto os casos de depressão quanto os de pânico no escolar, uma vez instalados, são de resolução lenta. E como as seqüelas podem limitar a vida futura do aluno, a precocidade  inerente ao ritmo frenético da sociedade da competição torna-se um sério perigo á sanidade mental de todos nós e as doenças mentais e das emoções crescem em ritmo acelerado.
Para desacelerar o processo, a curto prazo, é preciso que alguns conceitos educacionais sejam revistos como colocamos  no livro “Educar para um Mundo Novo”: Ao deixarmos de confundir a educação com a instrução prestaremos mais atenção no comportamento das crianças para tomar as devidas providências em tempo hábil.
Na vida em família desde muito cedo é possível identificar indícios de tendências para lidar mal com o medo e a ansiedade que, são a matéria prima para desencadear esses distúrbios da conduta.
Podemos observar na criança algo bem simples como medos infantis bem acima do normal: do escuro, de ruídos, de pessoas desconhecidas, ambiente novos e situações não habituais, eles mostram  problemas adiante. Crianças que dão show na porta da escola na hora da entrada, estão avisando em desespero, sobre o que pode aguardá-las no futuro.
Tanto na escola quanto em casa, não é difícil executar essa tarefa, basta apenas boa vontade e cuidado com as interpretações da leitura que se faz do dia a dia da criança; pois este mundo tão acelerado, não dá mais para tapar o sol com a peneira. Leituras de vida do tipo: Isso passa! É da idade! Eu também era assim! Essa forma de autoengano, indica tentativa de postergação para ver o que acontece.
Nos habituamos a interpretar dessa forma porque nosso ritmo de vida era bem mais lento, o que permitia que os bloqueios e as contenções psicológicas de adaptação ao meio, nos deixassem conviver de forma razoável com essas dificuldades. Essa “aparente superação” dos medos e da ansiedade é feita pelo mecanismo da adaptação ao meio sem que a dificuldade em jogo tenha sido processada de forma consciente e elaborada, para que seja resolvida de forma inteligente. Nesse veloz ritmo atual, muitos adultos vão “surtar” e, as crianças breve os seguirão. – Nossa, você viu a filha de fulano de tal? É aquela mesma, a superinteligente, pirou!
Coitada! Deus me livre! (papo cada vez mais comum na porta da escola esperando a hora da saída).
Origens do problema - como mostramos no livro: “A Reforma íntima começa no berço”, ao nascimento trazemos um arquétipo de personalidade que sofrerá intensa ação do meio, em especial até os três anos de idade, pois nesse período quase toda nossa vida é dirigida pelo subconsciente que funciona como um poderoso scanner. Desse modo, boa parte das nossas doenças mentais emocionais ou físicas; além de nossas formas de comportamento são frutos da educação recebida e principalmente de nossas próprias escolhas como está no livro “Saúde ou Doença: a escolha é sua”.
A influência do meio ambiente sobre a criança é intensa; daí a necessidade dos adultos de reverem diariamente sua reações e comportamentos. Se no meio familiar a criança tiver modelos que lidam mal com a ansiedade e com o medo com certeza ela vai copiar.
Excesso de informações - Na vida contemporânea, o excesso de estímulos visuais e auditivos além da informação excessiva, contribuem de forma poderosa para que o problema da ansiedade e do medo, tornem-se a cada dia mais difícil de serem solucionados.
O verdadeiro ser humano deve ser um chato nato que indaga, duvida, discorda; mas daquele tipo que mata a cobra e mostra o pau. Nele o comando deve ser da inteligência que escolhe e que cria o destino.
Será que a pessoa que entra em pânico ou se deprime tornou-se um deficiente do raciocínio contínuo? Será que estamos “emburrecendo”? Ou a nossa inteligência não se desenvolve na mesma velocidade com que as informações chegam até nós carregadas de medo e de   ansiedade?
Essa linha de raciocínio: a influência do excesso de informação, é interessante, pois a moderna tecnologia faz com que invadam nossa intimidade num processo de lavagem cerebral. Mas, será que a solução do problema é tão simples assim? Será que basta apenas fugir das informações? Claro que não!  Isso seria muito fácil!
Nossas características de personalidade aprendidas ou inatas contribuem de forma poderosa para que o quadro se instale com mais vigor nos conduzindo cada vez mais rápido á desagregação mental.
Soluções de emergência?
Pais e mestres protejam seus filhos ou alunos da ação da mídia; reduzam de forma drástica as informações (o teor delas deixou de importar). Além disso: criança tem que brincar. Lazer, deve ser corporal.
Hoje, nossa responsabilidade é muito maior que a de nossos pais; se, hoje somos infelizes, problemáticos, na vida pessoal e afetiva. Breve nossos filhos  estarão em situação de risco de vida. Deixemos de nos preocupar apenas com nossos problemas; ao menos participemos da vida deles. Com amor que não abre mão da inteligência crítica, muito crítica. Nossos filhos merecem que nos livremos do medo de sermos felizes. Sem analgésicos. Sem desculpas, sem justificativas.

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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