Em tempos de polêmica nas telas, com
a estréia do filme "O Código da Vinci", apenas um gênero de cinema que mistura documentário com
ficção, está conseguindo despertar igual interesse no
mundo; trata-se do revolucionário "Quem somos nós?" (What
the bleep do we know?
Estados Unidos da América, 2005).
Nele, uma banca multidisciplinar de onze renomados
cientistas interna-cionais, descortina de forma clara,
objetiva e racional a cada vez mais "estreita ponte"
entre a ciência e a espiritualidade.
Tudo isso, intercalado por performances da atriz Marlee
Matlin que interpreta, de forma impecável, a personagem
Amanda, dando o tom dramático da história.
Perguntas do tipo: O que estamos fazendo neste mundo? De
onde viemos? e Para onde vamos quando morremos?, sempre
permearam os questionamentos existenciais da humanidade
que, até então, tinham uma abordagem predominantemente
religiosa.
Agora, finalmente entra "em cena" o
viés científico, que através de pesquisas da física
quântica, respalda e evidencia um irreversível
amadurecimento de nossa sociedade.
Aqui no Brasil, tema inclusive da recente edição do
programa "Globo Repórter", os estudos na área estão
adiantados e prometem trazer revelações complementares a
teoria; no estado de São Paulo, justamente onde nos
últimos dias se ensaiou um princípio de guerra civil com
raízes na falta (dentre outras coisas) de
espiritualidade, Sérgio Felipe de Oliveira é um exemplo.
Ele é professor formado pelo Instituto de Ciências
Biomédicas da USP, com atuação nas áreas de
neurociências e psiquiatria.
Oliveira vem quebrando todos os paradigmas na
investigação de funções até então desconhecidas da
glândula pineal humana, que segundo suas experiências
utilizando a microscopia eletrônica, constaram a
presença de cristais de apatita na ultra estrutura da
mesma.
Segundo ele, a quantidade desses cristais em maior ou
menor escala na referida glândula tem uma relação direta
com a proporcional capacidade mediúnica de quem as
possui. Em suma; sua tese caminha no sentido
de demonstrar a conexão cérebro-mente dentro das
hipóteses espiritualistas, admitindo a vida após a
morte, a comunicabilidade com o mundo espiritual e a
reencarnação.
Mas afinal, quem somos nós?
Uns acreditam que somos a verdadeira essência do amor e,
há também, os que dizem que não passamos de pó...
O fato é que este debate transcendental, agora
temperado com os ingredientes da ciência, apenas
começou e ainda vai dar muito o que falar por aqui,
nesta grande e abençoada escola chamada Terra. 
Leia outro artigo de
Luís Eduardo Girão:
Cinema
transcendental...
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