Recordo a história de uma
gestante, filha de espíritas. Durante uma obra de alvenaria
na casa de seus pais, apaixonou-se pelo pedreiro
responsável. Casaram-se. Nasceu uma filha, doce menina, bela
jovem.
Dificuldades financeiras eram muitas. Ele era obrigado a
fazer horas extras em outras cidades e, durante a semana,
ficava longe da família. Engravidaram de um menino
“temporão”.
Os problemas financeiros, que não eram poucos, certamente
aumentariam, mas tiveram a criança.
Em outro caso, onde a mãe dona Anna disse: “Não, Doutor!
Matar? Nunca!”, o menino recebeu o nome de Divaldo Pereira
Franco.
http://br.msnusers.com/DIVALDOFRANCONORJ/nodoutormatarnunca.msnw
No que lhes narro o menino é
outro.
O pedreiro e a mulher venceram desafios, mas o destino
resolveu ser cruel.
A lesão cardíaca roubou-lhes a filha, na juventude.
Ela entrou em depressão lutando e resistindo para cuidar do
filho, ainda na primeira infância.
O tempo passou, o menino cresceu, chegou à universidade,
doutorou-se e lhe deu três netas e um neto. Voltou a ser
feliz.
Mas, “o tempo não para!”.
Prova final, no leito do Hospital da Universidade, onde o
filho agora era professor, faz-lhe a confissão: “quando sua
irmã morreu senti vontade de morrer também. Não cometi
suicídio porque você era tão pequeno!”.
É extenuante a dor de quem perde um filho!
Chico Xavier passou bom tempo dedicando-se às mães
desesperadas. “Ninguém tem o direito de se omitir”,
http://www.chicoxavier.org.br/ (com som).
Certa vez fui a Uberaba.
Impressionou-me o sofrimento e a expectativa daquelas mães
esperando a comunicação, como Nair Belo.
Chico tinha um limite e psicografava “poucos”, durante cada
reunião.
Qual o critério utilizado pela espiritualidade para a
escolha das mães privilegiadas?
Um amigo disse-me já ter feito a pergunta. Fora informado de
que o critério era a profundidade da dor, aquela que poderia
levar ao suicídio.
Hoje também sou avô, mas mal posso imaginar a dor da esposa
do pedreiro.
Na terceira idade, devo agradece-lhe a luta e a resistência.
Ela me criou. Permitiu-me estar agora recordando a poesia de
Plínio. (LUIZ CARLOS FORMIGA)
http://www.ajornada.org/materias/perfil/perfil-0006.htm
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