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O “ficar” dos adolescentes

É na adolescência que os jovens começam a
conhecer a relação entre um homem e uma mulher

Ana Luiza Ferraz

Todos nós passamos pela chamada fase da adolescência que é o período entre a infância e a fase adulta. Segundo a Organização Mundial da Saúde esse período é estabelecido entre os 10 e 20 anos de idade, já o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece outra faixa etária: dos 12 aos 18 anos. É um período no qual o indivíduo passa por muitas mudanças físicas, psicológicas e tem como características as chamadas “revoltas”, manias e várias outras atitudes. É nesse momento que os jovens começam a conhecer a relação entre um homem e uma mulher.
Existem vários tipos de relacionamento afetivo,  mas o “ficar” é o mais presente na vida desses jovens. Designa num relacionamento episódico e ocasional, na maioria das vezes com duração de algumas horas durante uma festa ou num momento de diversão. A prática mais comum envolve beijos, abraços e carinhos, tendo com característica importante a não implicação de compromissos futuros e é visto como algo passageiro, sem conseqüências ou envolvimentos.
Esse tipo de relacionamento tem características que coincidem com o comportamento desses jovens. Por ser algo que não implica em compromissos sérios significa que o adolescente não está pronto para assumir responsabilidades e eles encaram o “ficar” com muita naturalidade exatamente por esse motivo. Lembrando sempre que nos referimos aos adolescentes de uma forma em geral.
Porém, existe uma diferença entre meninos e meninas quanto à preferência ou não de “ficar”.  Geralmente os meninos são mais adeptos a esse hábito enquanto que as meninas preferem namorar a “ficar”. Talvez isso demonstre que as meninas amadurecem mais cedo que os meninos. Seja qual for a preferência entre os sexos, o “ficar” é um modo de explorar e experimentar sentimentos, parceiros e situações de escolhas para tomada de decisões que exigem mais responsabilidade, pois muitos desses adolescentes relatam que o “ficar” é um primeiro contato  que poderia levar a um namoro.
Por mais conservador que possa parecer nos dias de hoje, existe uma certa recriminação em relação àqueles que “ficam” com freqüência, principalmente para as meninas pois elas são vistas como “não-sérias” e “não confiáveis”, passíveis de rejeição tanto por parte dos meninos como das meninas.
O “ficar” é como um estágio para futuros relacionamentos afetivos, mas é preciso ter cautela e saber se preservar.


Relação de artigos de Ana Luiza Ferraz...

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ANA LUIZA FERRAZ  - Psicóloga clínica, formada pela UniFMU – Faculdades Metropolitanas Unidas, CRP 06/68640. Presta atendimento psicoterápico a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Assim como orientação de pais, dinâmica de grupo e avaliação psicológica a pacientes com obesidade mórbida que realizarão cirurgia de redução do estômago, ou qualquer outro tipo de cirurgia plástica. Contato profissional Ana Luiza Psicologia e Consultoria: elaboração, coordenação e aplicação de dinâmicas de grupos, palestras, workshops e grupos de debate sobre diversos assuntos  - analuiza1977@hotmail.com

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