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Iguais, mas DIFERENTES... |
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Relacionamento entre irmãos gêmeos |
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Ana Luiza Ferraz |
Algumas mães, ainda com os filhos
no útero, começam um processo de diferenciação, alegando que um
é mais inquieto ou mais dorminhoco que o outro. Normalmente os
localizam e identificam pela posição que ocupam no útero.
Perceber as diferenças entre os filhos desde o útero pode ser
algo muito útil no sentido de se diferenciar a individualidade
de cada bebê, mas extremamente negativo se a partir daí começar
as comparações entre os gêmeos.
Cada filho tem um lugar na constelação familiar que lhe é
peculiar, e é importante que os pais estejam atentos a isso.
Apesar de sabermos o quanto a educação familiar é importante
para a construção de valores e crenças, essa não é a única forma
de moldar a personalidade das crianças porque o cérebro, na
infância, funciona como uma esponja absorvendo tudo ao seu
alcance.
Uma das coisas mais comuns entre crianças gêmeas, é vê-las
vestidas de forma igual. Isso pode ser até bonitinho, mas mesmo
quando são pequenos de certa forma prejudica a formação da
personalidade de cada um. Vestindo as crianças com roupas
iguais, os pais contribuem e dificultam que cada criança tenha
sua própria individualidade, dificultando também a diferenciação
dos filhos.
Os brinquedos e objetos de cada um deve ser etiquetado com seus
nomes ou guardados em lugares diferentes, para que eles saibam o
que é de cada um e também a diferenciação. É importante que
cada um disponha dos seus brinquedos, pois se tudo pertencer a
ambos, é difícil que os gêmeos possam pensar em si mesmos como
pessoas diferentes.
Cada criança tem seu nome e é importante que eles sejam chamados
pelos mesmos e não “os gêmeos”. Para eles, esse rótulo, pode
causar uma baixa auto estima, pois desde cedo sentem que não
podem exercer sua própria identidade.
Assim como qualquer relacionamento entre irmãos é normal existir
atritos e competições, porém num relacionamento entre irmãos
gêmeos, a rivalidade pode ser maior, afinal eles dividiram até o
lugar dentro do útero. A partir daí, os pais precisam pensar que
não é porque são parecidos ou iguais que devem fazer as mesmas
coisas. É muito importante lembrar que cada um é cada um, com
seus defeitos, qualidades, vontades, desejos e aspirações
diferentes. 
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ANA
LUIZA FERRAZ - Psicóloga clínica, formada pela
UniFMU – Faculdades Metropolitanas Unidas, CRP 06/68640.
Presta atendimento psicoterápico a crianças, adolescentes,
adultos, casais e famílias. Assim como orientação de pais,
dinâmica de grupo e avaliação psicológica a pacientes com
obesidade mórbida que realizarão cirurgia de redução do
estômago, ou qualquer outro tipo de cirurgia plástica.
Contato profissional Ana Luiza Psicologia e Consultoria:
elaboração, coordenação e aplicação de dinâmicas de grupos,
palestras, workshops e grupos de debate sobre diversos
assuntos - analuiza1977@hotmail.com, celular (11)
9835-0772. |
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