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SEXO
e destino |
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Estudos dentro da sexualidade mostram que ainda na
infância a tendência sexual começa a se desenhar |
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Ana Luiza Ferraz |
Quando uma criança
nasce, sua identidade sexual será reconhecida
pelos caracteres sexuais primários. Se essa
criança irá confirmar ou não sua identidade
sexual, dependerá da complementação de
caracteres secundários que são os testículos nos
meninos e ovário nas meninas e também de um
processo mais complexo – o sexo psicológico –
que se desenvolverá com o passar dos anos. Se no
sentido fisiológico, as pessoas podem ter sua
identidade sexual definida a partir da presença
de órgãos sexuais característicos de cada
gênero, o mesmo não ocorre com o sexo
psicológico. Pensando nisso, a sexualidade se
apresenta numa escala variante que vai desde um
comportamento extremamente feminino numa mulher,
passando por mulheres pouco femininas, mulheres
masculinizadas até homossexuais femininas; da
mesma forma podemos encontrar homens pouco
masculinos, homens feminilizados e homossexuais
masculinos.
O termo orientação sexual é considerado mais
apropriado do que opção sexual ou preferência
sexual. Mas por quê? Estudos recentes realizados
dentro da sexualidade mostram que ainda na
infância, a tendência sexual começa a se
desenhar – motivo este o termo opção sexual é
inadequado, uma vez que a tendência sexual
começa a se manifestar mais ou menos aos sete
anos de idade. Neste período a criança ainda
não possui uma capacidade avaliativa e que
possamos chamar de “escolha”. O que geralmente
ocorre é que a criança nesta idade tenta
reunir-se às crianças do sexo que irão se
identificar psicologicamente e se este não
estiver de acordo com a fisiologia, ela tende a
ser discriminada pelas outras crianças.
Um estudo sueco traz novos elementos para a
discussão a respeito da base biológica da
orientação sexual. A neurologista Ivanka Savic
em Estocolmo observou que em resposta a um
hormônio masculino, o cérebro de mulheres
heterossexuais e de homens homossexuais responde
de forma similar e da mesma forma há semelhanças
na ativação de regiões cerebrais de homens
heteros e mulheres homossexuais em resposta a um
hormônio feminino.
Mas afinal o que é orientação sexual? Ela indica
o gênero (masculino e feminino) que uma pessoa
se sente preferencialmente atraída física e/ou
emocionalmente. Essa orientação pode ser:
assexual, bissexual, heterossexual, homossexual
ou pansexual. A orientação sexual
não-heterossexual foi removida da lista de
doenças mentais nos Estados Unidos em 1973 e do
CID (Classificação Internacional de Doenças) em
1993.
A assexualidade é a orientação sexual
caracterizada pela indiferença à prática sexual,
isto é, a pessoa assexual não sente atração nem
pelo sexo oposto e nem pelo mesmo sexo que o
seu. A assexualidade pode ser classificada como
uma disfunção e não uma orientação sexual.
Existe um desacordo a respeito se a
assexualidade é uma orientação sexual legítima.
Algumas pessoas argumentam que seria um
distúrbio de hipoatividade sexual ou distúrbio
da aversão sexual. Outras causas sugeridas
incluem abuso sexual passado, repressão sexual,
problemas hormonais e desenvolvimento tardio de
atração. Muitas pessoas ditas assexuais negam
tais diagnósticos e argumentam que como a
assexualidade não traz angústia, não deveria ser
classificada como um distúrbio.
A bissexualidade se trata da atração física e
emocional por pessoas tanto do mesmo sexo como
do sexo oposto com níveis variantes de interesse
por cada um, e à identidade correspondente a
esta orientação sexual. Portanto, bissexual
sente atração por ambos os sexos, servindo,
portanto de um quase meio-termo entre o hetero e
o homossexual. Uma equipe de psicólogos de
Toronto e Chicago realizaram estudos que serve
de apoio para aqueles que se declaram céticos
sobre o fato da bissexualidade ser um tipo de
orientação distinta e estável. Eles mediram
diretamente os padrões de resposta a estímulos a
imagens de homens e mulheres. Os homens que se
diziam bissexuais mostraram-se muito mais
sexualmente excitados diante de outros homens.
As pessoas que afirmam ser bissexuais são
geralmente homossexuais, mas são ambivalentes
sobre sua homossexualidade.
Heterossexualidade refere-se à atração sexual
e/ou romântica entre pessoas de sexos opostos, e
é considerada a mais comum orientação sexual nos
seres humanos. A heterossexualidade tem sido
identificada como “a normal” ou “natural”,
decorrendo diretamente da função biológica
relacionada com o instinto reprodutor sendo tudo
o resto “anormal” ou “anti-natural”.
Homossexualidade é o atributo, a característica
ou a qualidade daquele ser que é homossexual e
define-se por atração física, emocional e
estética entre seres do mesmo sexo com eventual
inversão de papéis de gênero (homens e
mulheres). Como surgiu o termo homossexual? Foi
criado em 1869 pelo escritor e jornalista
Karl-Maria Kertbeny, derivando do grego homos
que significa “semelhante”. Em 1870, um texto de
Westphal chamado “As sensações sexuais
contrárias” definiu a homossexualidade em termos
psiquiátricos como um desvio sexual, uma
inversão do masculino e do feminino. A partir
de então, no ramo da sexologia, a
homossexualidade foi descrita como uma das
formas emblemáticas da degeneração.
Experiências em laboratórios com ratos fêmeas e
com seres humanos que receberam testosterona
(hormônio sexual masculino) ainda em fase
uterina, resultou que desde a primeira fase da
vida, mostravam comportamento masculinos como
gostos, brincadeiras mais agressivas além de
sentirem-se mais atraídas por fêmeas.
Geneticistas defendem a tese de que a
homossexualidade tem determinação genética.
Glenn Wilson e Quazi Rahman, investigadores na
área da psicologia, concluem que há diferenças
biológicas entre pessoas homossexuais e
heterossexuais, e que estas não podem ser
ignoradas. Alegam também que alguns fetos do
sexo masculino com pré-disposição genética para
a homossexualidade são incapazes de absorver
corretamente a testosterona no seu processo de
desenvolvimento, de modo que os circuitos
neurocerebrais responsáveis pela atração pelo
sexo oposto, ou nunca se desenvolveram ou o
fazem de forma deficiente. Quanto à
homossexualidade feminina, esses investigadores
avançam com a hipótese de haver uma proteína no
útero responsável pela atração dos fetos
femininos contra a exposição excessiva a
hormônios masculinos que não atuam
suficientemente cedo no processo de
desenvolvimento.
Psicólogos e psicanalistas estão contrários a
argumentações apenas biogenéticas sobre as
causas da homossexualidade e consideram a
percepção desta orientação sexual como um traço
“apenas” geneticamente determinado incorreta,
buscando antes explicações associadas ao meio e
à educação dos indivíduos homossexuais.
Psicólogos norte americanos desenvolveram
pesquisas sobre a importância da formação intra
familiar no homossexual.
pansexualidade é a orientação sexual, distinta
da bissexualidade e caracterizada por atração
estética, amor romântico e o desejo sexual por
qualquer um, incluindo pessoas que não se
encaixam na binária de gênero macho/fêmea
implicado pela atração bissexual. Algumas vezes
é descrito como a capacidade de amar uma pessoa
de forma romântica, independente do gênero.
Alguns pansexuais chegam a afirmar que o gênero
e sexo não tem importância para eles. Algumas
pessoas trans e intersexuais se descrevem como
pansexuais, tendo uma percepção íntima que
existem muitos níveis entre o masculino e o
feminino. Contudo isso não deve ser visto como
generalização, já que as pessoas trans podem se
identificar como heteros, bissexuais ou homos
baseado em sua identidade de gênero.
Existem três termos: travesti transexual e
transgênero que as pesquisas e estudos
realizados dentro da sexualidade ainda não têm
uma classificação definitiva.
Travesti era originalmente alguém que se vestia
com roupas do sexo oposto para se apresentarem
em eventos de fundo artísticos. Mas, essa
prática passou a designar o comportamento das
drag queens e transformistas. Esse termo
atualmente se refere às pessoas que apresentam
sua identidade de gênero oposta ao sexo
designado no nascimento, mas que não almeja se
submeter à cirurgia de resignação sexual que
nada mais é do que a mudança de sexo. As pessoas
que se definem travestis podem se identificar
como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou
assexuais.
Transexual é uma pessoa que possui uma
identidade de gênero oposta ao sexo designado,
mas o que difere do travesti é que o transexual
tanto homem quanto mulher, fazem ou pretendem
fazer uma transição do seu sexo designado no
nascimento com o sexo oposto. A explicação
estereotipada é de uma mulher presa em um corpo
masculino ou vice versa. Transexualidade é um
termo entre os comportamentos ou estados que
abrigam o termo transgênero. Entretanto muitas
pessoas da comunidade transexual não se
identificam como transgênero que refere-se a
pessoas cuja expressão de gênero não corresponde
ao papel social atribuído ao gênero designado
para elas no nascimento. Mais recentemente o
termo tem sido utilizado para definir pessoas
que estão constantemente em trânsito entre um
gênero e outro. O prefixo trans significa “além
de”, “através de”.
Não existe cientificamente nada que prove quais
são as causas da transexualidade. Todavia,
muitas teorias sugerem que as causas têm suas
raízes na biologia e outros acreditam que as
origens são predominantemente psicológicas.
Dentre as causas psicológicas temos mães
superprotetoras e pais ausentes, pais que
almejavam uma criança do sexo oposto e
homossexualidade reprimida.
Em termos de individualidade ou essência,
qualquer ser humano possui o gênero masculino e
o gênero feminino dentro de si. No campo da
sexualidade, temos muito ainda que pesquisar e
estudar e definir realmente o que está por trás
desses desejos sexuais e principalmente da
“variedade” de orientações sexuais. Mas até lá o
importante é que, qualquer que seja a orientação
sexual dessas pessoas, como qualquer outro ser
humano, elas merecem compreensão e são muito
mais que um rótulo e que podem e devem ter uma
vida comum como todos. 
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ANA
LUIZA FERRAZ - Psicóloga clínica, formada pela
UniFMU – Faculdades Metropolitanas Unidas, CRP 06/68640.
Presta atendimento psicoterápico a crianças, adolescentes,
adultos, casais e famílias. Assim como orientação de pais,
dinâmica de grupo e avaliação psicológica a pacientes com
obesidade mórbida que realizarão cirurgia de redução do
estômago, ou qualquer outro tipo de cirurgia plástica.
Contato profissional Ana Luiza Psicologia e Consultoria:
elaboração, coordenação e aplicação de dinâmicas de grupos,
palestras, workshops e grupos de debate sobre diversos
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