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NUNCA É TARDE PARA PERDOAR

França, 1763. Filho único do conde Arnaldo D'Jou, Felipe retorna à pátria depois de sofrer amarga derrota nos campos de batalha da Inglaterra. A caminho dos domínios do pai, não sabe que vai ao encontro do seu passado... Embriagado pela beleza e encanto de Celine, transtornado de desejo, Felipe deixa-se dominar pela paixão. A linda jovem, filha de um cigano foragido,nega-se a se entregar ao guerreiro que não aceita a recusa. O ódio de Felipe contamina o ambiente da estalagem onde se encontram, abrindo suas portas para espíritos violentos e vingadores... Agora, tudo pode acontecer: Felipe, Celine, Gabriel, André, Luís e Antônio se reencontram para entender que nunca é tarde para perdoar.

MEDITAÇÃO

"Meditação, um caminho para a felicidade" (São Paulo: Petit Editora), de Humberto Pazian.

A verdade de cada um

Anjos decaídos: o Espiritismo explica...

HUMBERTO PAZIAN

Havia um lugar, muito belo e tranqüilo, onde a natureza se mostrava sempre exuberante e generosa. Os frutos, de todas as qualidades, pendiam dos galhos que, graciosamente, se ofereciam a quem desejasse apanhá-los.
Do solo, todo alimento que se pode imaginar, nascia, crescia e se reproduzia em abundância. O Sol, com seus mornos raios dourados, todas as manhãs, percorria campos e vales, montes e extensas planícies, germinando a terra e renovando a vida em toda a natureza.
Ao final de cada dia, antes de esvair-se, certificava-se de a que a Lua, a senhora da noite, já estava por vir para, na luz tranqüila que irradiava, pudesse a vida, descansar e sonhar...
Essa é a imagem que os povos antigos nos legaram  do que entenderam como "paraíso" ou "éden"; o lugar perfeito criado por Deus para servir de morada aos primeiros seres humanos: Adão e Eva. Divergindo um pouco nos nomes e em alguns fatos e pormenores, muitos povos trazem nas suas origens um paraíso, que se tornou "perdido" devido ao erro de seus habitantes em não respeitar as Leis Divinas.
Os espíritas, também têm sua versão desta história. Num passado bem remoto, em um planeta muito maior que o nosso, existia uma civilização evoluída. A ciência desse mundo havia se desenvolvido à alta compreensão da vida. A filosofia e a arte manifestava-se com primor e, nesse mundo, encontravam tudo o que necessitavam para viverem felizes.
Mas tudo isso não foi o bastante, muito abusaram da intelectualidade, da sensualidade e do poder. Buscaram outros prazeres e objetivos que não aqueles que o Espírito e a boa moral conduziam. Houve então a  degradação; do paraíso em que viviam, seus Espíritos desceram a planos e planetas inferiores na escala evolutiva. Esses seres, encarnados em mundos primitivos, tiraram do "suor de seus corpos" o sustento para suas vidas. Entre esses mundos... a Terra.
Talvez, essa seja a concepção espírita dos "Anjos decaídos", "dos astronautas que vieram do céu", dos "Deuses mitológicos" ou ainda, explique a grande sabedoria de alguns povos da Antiguidade. Faz sentido, e é importante que se reflita sobre isso, pois do passado tiramos importantes lições para o presente e futuro.
E por falar nisso, observem com atenção a ciência de nosso mundo como  está evoluindo. Observem a filosofia e as artes, vejam a facilidade que o homem  está encontrando para extrair do planeta seu sustento, cada vez com menos esforço. Observem a inteligência das crianças, a longevidade que a vida humana tem alcançado e a velocidade com que as mudanças tecnológicas têm surgido e modificado nossas vidas e, o mais importante, não deixem de notar a quanto andam os valores  morais e espirituais. Será que têm atenção devida a essa parte tão importante do seu ser?
Talvez a idéia de "paraíso" esteja um pouco distante da nossa realidade, mas não me furto  aqui a oportunidade de deixar uma questão para sua reflexão: Será que a história se repetirá?


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HUMBERTO PAZIAN - Dirigente da Fraternidade Francisco de Assis, apresentador e produtor do programa de TV Vivência Espírita, estudioso da acupuntura, à qual se dedica na condição de terapeuta. É editor do jornal Harmonia e escritor.


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