www.jornaldosespíritos.com

 

"Alma de mulher em corpo de homem", romance de Afonso Moreira Jr., lançamento da Butterfly Editora, que fala da reencarnação e sexualidade. Clique para assistir entrevista que o autor concedeu para o programa "Repensar", da TV Mundo Maior. Sugestão: Logo depois que o vídeo começar, dê pausa e espere ele carregar (a barrinha logo abaixo do vídeo vai ficando avermelhada).

CLIQUE E AMPLIE O CARTAZ

ADEUS, dona Aparecida
ALEXANDRE ANSELMO

 

Desencarnou ontem, terça-feira, 22 de dezembro de 2009, por volta das 9 horas, aos 95 anos, Aparecida Conceição Ferreira, mais conhecida como dona Cida do Lar da Caridade - Hospital do Fogo Selvagem, antigo Hospital do Pênfigo, de Uberaba (MG). Dona Cida, há mais de 50 anos dirigente da instituição, cuidava dos doentes e também das crianças, estas sem a doença, em tempo integral, com toda dedicação.
Quando trabalhava, na condição de enfermeira, para um hospital de Uberaba, prestes a fechar, preocupou-se com os enfermos. Quando isso ocorreu, levou os doentes para sua casa. Ao chegar, seus familiares se assustaram. O marido não aceitava transformar o lar em hospital, nem os filhos. Daí disseram: "Ou nós ou eles". Dona Cida respondeu:  "Vocês já estão grandes e criados, eles não tem ninguém, eu fico com eles". Foram embora de casa, mas depois voltaram - compreenderam a tarefa e passaram a ajudá-la.
Um espírito abnegado, sem dúvida. Certa ocasião, Chico Xavier disse que ela tentava, há várias existências, resgatar seus débitos porém sem sucesso, mas desta vez conseguiu: reencarnou negra, pobre e cheia de filhos doentes para cuidar. Os insultos, preconceitos, descasos que enfrentou foram inúmeros. Em suas conversas, dizia que Chico Xavier havia lhe contado que ela viveu "no tempo da fogueira, da inquisição", e aquelas pessoas - os enfermos - também. Ela perguntou ao médium: “Chico, o que eu era?” Ele respondeu: “Você, minha irmã, era a mandante”.
Não me recordo de outros trabalhadores da seara do Cristo com o mesmo desprendimento de dona Cida. Com certeza existem, pois o trabalho de cada um não precisa ser alardeado, Jesus espera de nós apenas o  amor ao próximo. Naturalmente alguns se destacam mais que outros. Podemos citar, logo ali perto de Uberaba, o irmão Tadeu, da Casa do Caminho, da cidade de Araxá (MG). Tadeu, em visita à Rádio Boa Nova, disse que um dia foi visitá-la. As pessoas sempre diziam: “Tadeu, Dona Aparecida fala que o senhor é um brancão orgulhoso que nunca foi lá na casa dela”.
Após a desencarnação de Chico Xavier as doações para a obra de dona Cida diminuíram porque as caravanas que visitavam o médium aproveitavam  e passavam na dona Cida e lá doavam alimentos, produtos de higiene e limpeza. As doações em dinheiro serviam para pagamento de funcionários da instituição, contas de água, energia elétrica e telefone. A verba da qual a instituição dispõe é reduzida, insuficiente para suprir a compra de alimentos.
Dona Aparecida contava muitas histórias àqueles que visitavam o hospital. Falava de suas alegrias, desapontamentos, dores do passado. Uma delas, muito curiosa, o dia que foi presa em São Paulo, acusada de pedir dinheiro, já que a população de Uberaba a ajudava... Ela sempre disse, que “se não fosse o povo de São Paulo e de outras cidades também, mas principalmente o povo de São Paulo, não teria chegado onde chegou”.
Esta era Dona Cida... que certamente retornou à grande pátria amparada pelos mais abnegados benfeitores espirituais.
Logo pela manhã, no dia do seu desencarne, o médium Divaldo Pereira Franco disse: "Recebida com júbilos por verdadeira multidão capitaneada pelo apóstolo Chico Xavier, mais uma estrela retorna ao zimbório espiritual para iluminar a noite das almas errantes e sofredoras na Terra."
A seguir, transcrevo mensagem do Espírito Jésus Gonçalves, dirigida à dona Cida, psicografada por Francisco Cândido Xavier em 5 de novembro de 1979, em Uberaba (MG):

Irmã Coragem
Deus te abençoe a Fé por onde fores/ Adornando-a de luzes renascentes/ Nos sonhos e esperanças que acalentes/ A suprimir pesares e amargores/ Deus te engrandeça em tudo quanto intentes/ Embora suportando as próprias dores/ No intuito de amparar os sofredores/ Os cansados, os tristes e os doentes/ Irmã Coragem alma de alegria/ Sempre servindo e amando dia-a-dia/ Enaltecendo as provas benfazejas/ Sê grata a vida e a luta chora e canta/ Jesus te inspira a estrada clara e santa/ Mensageira do Amor, Bendita Sejas!...

Velório
O velório foi realizado no Lar da Caridade - Hospital do Fogo Selvagem. O enterro foi hoje, quarta-feira, 23 de dezembro, às 11 horas,  no cemitério São João Batista, Avenida da Saudade, Bairro Tutunas, Uberaba (MG).
Que possamos vibrar amor e paz à  nossa querida irmã que seguirá sua jornada, agora na espiritualidade.
 

Ver outros colunistas...                                                                   Ir para página principal...


Jornal dos Espíritos
- o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600