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Pânico à luz do Espiritismo

Síndrome do Pânico é o medo de sentir medo

AMÉRICO CANHOTO

Temos recebido através do Jornal dos Espíritos indagações a respeito do conjunto de sensações e sintomas que foi denominado Síndrome do Pânico (quase elevado à condição de doença). Recomendamos que antes, o amigo leia (melhor: estude) o artigo da doutora Valdeniza Sire Savino de 3 de janeiro de 2007 - http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col32.1.htm - para inteirar-se do problema SP (assinamos em baixo e aprendemos muito com tudo que está ali colocado). A idéia de “trocarmos figurinhas” sobre o assunto, foi oferecida por um leitor que sofreu de Síndrome do Pânico, sua sugestão: que as dúvidas de outros leitores fossem respondidas em conjunto e sob a ótica espírita. Nesse caso, achamos por bem dar nossa contribuição pessoal na forma de possíveis questionamentos, com base na nossa experiência como médico de famílias e homeopata, tarefeiro (que adora aplicar passes, bater papo com desencarnados nas tarefas de assistência espiritual), divulgador a serviço da Doutrina dos Espíritos e coordenador de um grupo de trabalho no Centro Espírita “Mãos Unidas” em São Bernardo do Campo voltado para a problemática do estresse crônico: depressão, angústia, distimia e pânico à luz da Doutrina Espírita (um grupo experimental recente, com apenas 23 meses) como vários outros que se formam aqui e ali; nossa tarefa recebeu a denominação de “Mãos Estendidas” que é integrante do grupo assistencial “Mãos unidas” sob o comando das falanges socorristas de Maria de Nazaré. Outro dia, numa feira de livros em Sertãozinho (SP) tive a felicidade de conhecer um grupo que atua nas mesmas circunstâncias, cujo nome é muito lindo e sugestivo: “Oficina das Emoções”, cremos que em todos os centros espíritas esse tipo de tarefa vai proliferar, mesmo que inicialmente com dificuldades e tropeços próprios dos militantes da Doutrina Espírita (orgulho, melindres, farisaísmo etc). Estamos coletando e preparando material para divulgar como funciona esse nosso trabalho, pois cada um tem suas particularidades.
Quais as dúvidas sobre Síndrome do Pânico?
Já releu várias vezes o artigo da querida companheira Valdeniza? Já? Então:
Onde está a origem do problema?
Quem já leu “Saúde ou doença: a escolha é sua” (São Paulo: Petit Editora) tem mais facilidade para entender e se posicionar a respeito de tudo o que envolve nossas doenças; podemos afirmar com certeza que, como qualquer doença ou distúrbio a Síndrome do Pânico é uma “criação” do espírito, fruto das suas escolhas em progredir, amadurecer ou, deixar de fazê-lo; apenas isso (o amoroso Espírito Joanna de Ângelis – psicografia do incansável Divaldo Pereira Franco citado pela doutora Valdeniza deixa isso bem claro, é concordante).
A Síndrome do Pânico  pode ser transmitida por via genética?
Meu pai, mãe, avô... sofrem de Síndrome do Pânico posso ter herdado isso? Não. Absolutamente não - tal e qual nossos outros problemas, ela encontra-se inscrita no DNA do doente, fruto das impressões que, ele, causou a si mesmo, vida após vida; e não, algo simplesmente herdado.
É uma doença contagiosa?
Sim, embora não no aspecto físico; o contágio é possível, mas pelo mecanismo de indução eletromagnética (uma das formas de aprendizado – André Luiz psicografia de Francisco Cândido Xavier em “Evolução Em Dois Mundos”, na primeira parte ele explica muito bem). Lógico que Filhos de portadores de Síndrome do Pânico tendam a adquirir o problema com mais facilidade. Sofre de Síndrome do Pânico? Então cure-se, para não iniciar seus filhos nessa árdua tarefa de aperfeiçoamento espiritual.
Síndrome do Pânico pode ser aprendida?
Claro. Pois, o que é a Terra, senão uma escola de aperfeiçoamento? Nesta terceira dimensão, tanto aprendemos quanto reforçamos lições. A qualidade do que nos é ensinado e o que resolvemos incorporar de cada lição é que faz a diferença. Como? Além do seu comportamento doentio com relação a ansiedade e medos (coisas tão sem sentido quanto o peripaque por causa de uma borboleta, uma lagartixa, uma minhoca etc) – assuste seu filho pequeno com cantigas de ninar (já prestou atenção nas letras? Não? Então, verifique, analise), com ameaça de levá-lo ao médico para tomar injeção e outras inúmeras pedagogias de controle e obediência pelo medo, cruéis? Quem sabe?
É possível diagnosticar a Síndrome do Pânico de forma precoce?
Sim. Desde o ventre materno é possível identificar possíveis candidatos a Síndrome do Pânico. O estudo da dinâmica familiar e do meio social em que o espírito eterno retorna, reforça o quadro de prognóstico. Quando as reações da criança ao medo e à ansiedade fogem do “normal”; eis aí, um claro indício de futuro sofredor do “medo de sentir medo”.
Exames podem detectar a possibilidade de Síndrome do Pânico? - Sim. O mais efetivo é conhecido como “exame de consciência”, uma radiografia do Espírito (melhor: uma tomografia) ele é capaz de detectar quem é o chefe no conjunto da nossa personalidade: A mente? As emoções? Os instintos? Ao desenvolvimento harmônico desse processo, damos o nome de inteligência emocional.
Qual a influência do processo obsessivo espiritual?
Como nos diz Kardec em  “O Livro dos Espíritos” (São Paulo: Petit Editora), questão 459, os desencarnados convivem conosco o tempo todo e, influenciam mais a nossa vida do que possamos imaginar. Alguns espíritos também ansiosos e com Síndrome do Pânico podem colaborar para reforçar nossa ansiedade e medo fora de controle por simples mecanismo de indução (são nossos coleginhas da hora). Outros, usam essa nossa deficiência, para se divertirem ás nossas custas, para “tirarem uma da nossa cara” (tal e qual fazem entre nós os irmãos maiores para assustar os menores cheios dos medos). Mas, a Síndrome do Pânico também pode fazer parte de um plano de vingança bem arquitetado no além, pelos que se acham nossos inimigos do passado – pois a Síndrome do Pânico pode causar gravíssima paralisia evolutiva; além de incapacidade para gerir as coisas mais simples da existência espiritual.
Há vacina?
“Vigia e ora” é a vacina universal cuja fórmula foi deixada pelo Mestre Jesus (e outros seus colegas). Vigia e ora (e age) é uma tremenda cirurgia moral que pode ser feita de forma indolor e simples.
Hoje, qual o principal agente desencadeador da Síndrome do Pânico?
Na vida contemporânea vivemos sob o domínio da informação (muitas vezes desnecessária e inútil) que traz consigo um apelo subliminar que aumenta de forma drástica o medo e a ansiedade. A Síndrome do Pânico, é fruto da perda de controle da razão que, se deixa dominar por essas emoções. Podemos chamar isso, de falta de soberania emocional. O que é isso? Estamos soberanos com relação ás emoções quando podemos educá-las e dar-lhes um sentido útil e construtivo.
É verdade que o entretenimento como a TV pode piorar a Síndrome do Pânico?
Sim. Claro. Lógico. Nosso corpo não é capaz de selecionar verdades, meias verdades e mentiras, ele sempre reage como se fosse verdade. Sem tempo para refletir nem adquirir idéias e valores próprios, os telespectadores tornam-se presas fáceis da depressão e da Síndrome do Pânico. Remédio? “ Somente a verdade vos libertará”... Disse o Mestre. Verdade será o mesmo que realidade. Mentira será o mesmo que ilusão? O quê comanda a vida das pessoas hoje? Sua realidade ou, a inventada pela mídia?
Quem já sofre de Síndrome do Pânico pode sofrer também de depressão? - Claro. Tem pessoas que são muito ávidas que logo se tornam “gulosas” e querem experimentar de tudo ao mesmo tempo. Paras os que sofrem de Síndrome do Pânico, enquanto as coisas “correm conforme suas expectativas de sucesso” estão livres da depressão; mas, se o sucesso não chega; aí entram em depressão e misturam tudo. Na psiquiatria chamam isso de “transtorno bipolar”.
Afinal de contas, a Síndrome do Pânico é um problema espiritual, emocional ou físico? - Somos uma unidade evolutiva: Espírito, perispírito (corpo mental, emocional), corpo físico. Se um tem problema; todos os outros também estão comprometidos. Mas, a doença sempre começa nas escolhas inadequadas do espírito, sempre.
Se a doença é sempre obra do espírito, porquê os remédios físicos atuam e até podem levar á cura?
A comunicação entre os vários componentes do ser humano, é sempre uma estrada de mão dupla: se o corpo físico é temporariamente harmonizado, o espírito passa a ter condições de reformar escolhas e de reparar erros; caso contrário, logo tudo está de volta: são as recaídas, ainda inevitáveis para a maioria; uma queda atrás da outra... Motivos? (estude o “Saúde ou doença...”, não torne sua vida num “romance lindo e lacrimoso” que, fará muitos retardatários da evolução chorarem com o final infeliz...).
Tratamentos de desobsessão curam?
Sim e não. A diferença entre eles e os remédios; é apenas de polarização. Ambos dão resultados apenas temporários, até que, façamos a cirurgia moral. Podemos comparar o processo a uma ferida aberta (defeitos de caráter) exposta às moscas (obsessores); não adianta espantá-las (tratamento espiritual de passes e de desobsessão) – ou até matar algumas (convencer espíritos vingadores a cuidarem da própria vida) – é preciso limpar e cicatrizar a ferida (estudo e prática do Evangelho): reforma íntima efetiva seguida da prática da caridade e do amor incondicional; caso contrário: elas (os obsessores) logo voltam e em número cada vez maior (já li essa explicação de feridas e moscas em algum lugar que, desculpem os autores e os leitores, não me lembro -  mas, de coração: assino em baixo).
Porquê enquanto não passei por um tratamento espiritual não me curei?
Será que você se curou? Há quantos anos não tem recaídas? Nesse caso, somado ás outras tentativas, o processo obsessivo tinha um papel preponderante. Apenas isso.
Se o tratamento de desobsessão é tão importante; apenas os espíritas podem alcançar a cura definitiva?
Claro que não, qualquer pessoa que, deseje executar em si mesma uma radical cirurgia moral, pode atingir a cura, mais rápido até que, os espíritas que, costumam entregar o resultado nas mãos dos tarefeiros desencarnados, quase tão cheios de limitações quanto nós.
Se funcionou para mim posso dar a receita para o outro?
Poder até que pode, mas provavelmente os resultados serão bem diferenciados. Melhor não se intrometer onde não é chamado; e, quando o for, porte-se com humildade e com discrição. Só porquê você acha que superou a Síndrome do Pânico não se meta a salvador do mundo, o tombo vai ser grande; daí, a depressão te aguarda (não quer se tornar um depressivo? Além de outras coisas cirúrgicas; não se meta onde não é chamado).
Quais os melhores tratamentos?
Enquanto não criamos coragem e condições para a cirurgia moral, qualquer recurso médico, psicológico e espiritual é bem vindo. Claro que, entre eles (alopatia e alternativas e entre as várias correntes de ajuda psicológica), há um, que a cada dia mostra de forma cada vez mais clara, a relação custo/benefício: á vontade do cliente ou freguês...
Recomendamos aos amigos portadores da síndrome e aos que ainda não apresentam sintomas que, pratiquem exaustivamente o Evangelho.
Para finalizar, pois mesmo na net tudo tem sua hora e seu limite, nos comprometemos a informar a respeito de nosso trabalho no Grupo Mãos Unidas (os resultados tem sido muito além das nossas expectativas). Também, a responder as dúvidas dos grupos de estudo do livro “Saúde ou doença: a escolha é sua”, muitos já estão sendo formados (no mundo atual, neste tipo de interação, o atendimento individual é quase inviável). Claro que muitas dúvidas continuam em aberto: estamos a disposição; onde nos seja possível. Muito estudo e muito amor...


Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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