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A redação do Jornal dos Espíritos esteve presente no 1º
Encontro de Saúde Musical, realizado no último
dia 21 de outubro, na Casa do Consolador.
RECEITA PARA O SUCESSO
- O evento começou com a participação do médico
de famílias e escritor, Américo Canhoto, que
falou sobre os resultados terapêuticos da
musicoterapia, dos sons que curam. Canhoto
tratou do assunto com brevidade, ressaltando
aquilo que já faz parte de seu receituário
médico: perdão e ouvir música de alta qualidade.
Para conhecer o material de sua palestra acesse:
http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col43.80.htm
QUEBRAR PARADIGMAS
- Guilhermo Santiago, músico, instrumentista,
compositor, escritor e consultor em treinamento
comportamental, tornou possível o que para
muitos incrédulos seria inadmissível: fez com que
o público de aproximadamente cem pessoas, sem
aviso prévio, no espaço de quinze minutos,
treinasse e tocasse trecho da Nona Sinfonia de
Beethoven, utilizando como instrumentos apenas
garrafas PET semi vazias. "Foi um grande
presente para mim que amo Beethoven, executar
mesmo que toscamente um trecho dessa sinfonia,
realmente foi algo inusitado", comentou Márcia
Cristina de Almeida, web designer. O objetivo
desse exercício era mostrar para o público que
velhas crenças do impossível podem ser superadas
se houver interesse, determinação e união.
Santiago também lembrou a importância do
respeito às diversidades.
SURRA SONORA
- A cantora e compositora Margarete Áquila
apresentou os pontos principais trabalhados na
musicoterapia, que já é tratada como ciência em
vários países. A cantora relatou que
especialistas de diversas áreas médicas
corporais e mentais, já utilizam em seus
pacientes a terapia musical como aliada ao
tratamento convencional. Segundo Margarete,
o filósofo grego Aristóteles (384 - 322 a.C.) foi um dos precursores da
musicoterapia "utilizando modos musicais associados
aos sentimentos que trabalhava em seus pacientes".
Hoje a psiconeuroimunologia - PNI, ciência que objetiva
o bem estar físico buscando suas origens no
psiquismo, estudando as evidências da interação
entre Sistema Imunológico e elementos do Sistema
Nervoso Central (SNC), "utiliza-se e estuda a
musicoterapia para encontrar os caminhos que o
cérebro faz para comandar o corpo na cura e cessar
de dores crônicas ou agudas", relata Margarete. Durante sua exposição trabalhou com sons
e ritmos e demonstrou suas ações em nosso
psiquismo. Margarete Áquila, que é pesquisadora
dos efeitos dos sons na doença e na cura, disse
que muitos ruídos de nosso dia-a-dia agem sobre
nós como se estivessem nos dando uma surra: "Há
ruídos, que atingem a freqüência de 15.000
hertz, por exemplo, enquanto que vibramos em
1.000 hertz. Ao captarmos esses sons
nosso corpo têm que
decodificá-los e a sensação que temos é a que
levamos uma surra". Ela ainda comentou que a voz
falada é diferente da voz cantada: "A voz
falada, mesmo que inconscientemente, é
programada para refletir a imagem que
gostaríamos que os outros tivessem de nós... A
voz falada é como uma máscara para nossa persona...
Porém, na voz cantada refletimos o que somos
realmente". Como sugestão a cantora
mencionou que pessoas que passam por tratamento
de dores crônicas podem agregar ao tratamento
médico e ou psicológico a musicoterapia:
"trabalhar melodias mais complexas, com muitas notas
e mais rápidas para as dores como músicas de
Beethoven, Bach e chorinho". Durante sua oficina musical
todos dançaram e cantaram alegremente.
SONS DO ESPÍRITO
- A responsável pela Casa do Consolador, a
médica cirurgiã Mônica de Medeiros, abordou o
assunto: "A cura pelos sons xamãnicos" e pode
esclarecer como os espíritos utilizam-se
da voz humana como instrumento musical para a
cura e iluminação interior.
O ingresso
para o evento foi a doação de peças para
enxovais de bebês, que serão direcionados para
as gestantes da comunidade carente assistidas
pela Casa do Consolador. Se desejar maiores
informações sobre o trabalho de assistência
social da instituição, inclusive para encaminhar
doações para completar esses enxovais,
entre em contato pessoalmente à
Rua Guapiaçú, 75 (Mirandópolis), São Paulo (SP), próximo a Estação
do Metrô Praça da Árvore ou pelo site
http://www.casadoconsolador.com.br

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