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Crianças ÍNDIGO

Seminário lotou livraria em SP

AFONSO MOREIRA JR.

Contando com a presença de Ercilia Zilli, presidente da Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas, foi realizado em São Paulo o 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo, que atraiu mais de 300 pessoas para a Companhia de Leitura, livraria localizada na Avenida Doutor Vieira de Carvalho, próxima da Secretaria de Educação.
Por iniciativa da Butterfly Editora, realizou-se em São Paulo, na manhã do último dia 15 de novembro, o 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo organizado pelo Grupo Espírita Geam e promovido pelo site www.jornaldosespiritos.com Apoiado pela revista espírita Além da Vida, o evento que reuniu mais de 300 pessoas e avançou pela tarde do feriado, teve por objetivo abrir espaço para debater a natureza das crianças índigo, cujo comportamento a psicologia ainda não classificou e que estão nascendo por toda parte. Na pauta do seminário, além da análise das características e atitudes do índigo diante da família e da sociedade, destacou-se também a necessidade de uma nova educação, debatida a partir do livro “Educando crianças índigo” (São Paulo: Butterfly Editora) de Egidio Vecchio. Na parte final do encontro, pais, professores e profissionais da área da saúde tiveram a oportunidade de levar suas dúvidas aos palestrantes, dos quais receberam esclarecimentos que reproduzimos a seguir.
Ercilia Zilli: “Mundo de regeneração”
Presidente da Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (Abrape), Ercília Zilli é mestre em Ciências da Religião. Apresenta os programas “Novos Rumos” e “Abrindo a Bíblia” da Rádio Boa Nova de Guarulhos (SP), é autora do livro “O Espírito em terapia, hereditariedade, destino e fé” e escreve para jornais, revistas e sites espíritas. Ercília Zilli abriu o 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo com a palestra “Mundo de regeneração”: “Se você faz parte do grupo de pais que receberam a incumbência de acolherem esses espíritos que renovarão o planeta, coragem, pois você também é especial!”. No decorrer de sua exposição, sua mensagem foi bastante clara no sentido de que todos temos condições de evoluir. A escolha é individual. Mas é preciso mudar rapidamente porque estamos numa fase de transição e quem não evoluir moralmente deixará de reencarnar na Terra. No final da reunião, Ercília respondeu às seguintes perguntas:
Tenho um filho, atualmente com 20 anos. Ao ler o livro “Crianças índigo” fiquei com a impressão de que ele é um. Apesar de seu comportamento ser tachado de anti-social. Hoje ele encontra-se preso no Rio Grande do Sul, por furto e tráfico de drogas. Quando era criança teve muita dificuldade de se adaptar à escola, principalmente por problemas de comportamento. Fez acompanhamento psicológico por mais de cinco anos, mas quando entrou na adolescência não conseguiu mais continuar. O que mais me chama atenção em sua personalidade é a capacidade que ele tem em fazer amizade e cativar as pessoas. Eu dizia sempre que se ele gostasse de estudar, seria um bom diplomata, político ou advogado. Vim aqui na esperança de encontrar uma forma de ajudá-lo. Já freqüento uma casa espírita há vários anos, o que tem me ajudado a não me sentir tão culpada pelo comportamento dele. M. F. Ferreira, São Paulo – SP.
Em primeiro lugar, obrigada pela confiança. Embora o nome “índigo” seja relativamente novo, o conceito é antigo e até previsto em várias obras espíritas. Um índigo é “reconhecido”. Assim, não posso afirmar que o seu filho é ou não um dos espíritos assim qualificados atualmente. No entanto, pelo que você descreve, é portador de muita sensibilidade. Lamentavelmente, não conseguiu conquistar equilíbrio suficiente para se manter distante das drogas e se relacionar com pessoas de uma área de suporte emocional e espiritual. Entendo que, na condição de mãe, você se preocupe, mas não se sinta culpada. Você o colocou para fazer terapia e, se não houve uma conduta mais abrangente no sentido espiritual de compreensão do caso dele, foi feito o que era possível. Ele ainda é muito jovem e poderá se encaminhar na vida e você pode colaborar com sua presença, com o envio de livros portadores de mensagens de esperança e de conhecimentos que sejam úteis na reconstrução do seu caminho. Incentive-o a usar sua habilidade de relacionar-se, mantendo-se longe de “alianças” que poderão ser cobradas quando sair da prisão.
Como mãe de duas crianças com diagnóstico de DDA e TDAH e espírita, percebo que a maior dificuldade destas crianças é que elas têm uma mediunidade aflorada. Na escola e em alguns ambientes, não dá para explicar isto. Como lidar com esta situação para não ser vista como uma perturbada? F. M., São Paulo – SP.
Mesmo que suas crianças tenham a mediunidade aflorada, não é indicado que a utilizem da mesma forma que os adultos. A percepção se manifesta de maneira natural e espontânea, mas a mediunidade, mesmo em adultos, requer prontidão, conhecimento e treinamento. Entender isso ajudará muito e não acredito que seja necessário comentar esse tema na escola ou com pessoas que o desconheçam. Se quiser, suas crianças poderão freqüentar a escola de moral cristã em centros espíritas, onde receberão os fundamentos de uma educação espiritual. Se as crianças precisarem poderão fazer os tratamentos espirituais, tão importantes para aqueles que têm algum distúrbio de atenção ou mesmo de hiperatividade.
Devemos dizer a uma criança índigo que ela é índigo? F. M., São Paulo – SP.
No meu entendimento, não. Quando percebemos que uma criança tem características especiais de personalidade, uma sensibilidade muito grande e outras que encontramos nos índigos é suficiente dizer que sabemos que ela é boa, que terá que exercer a compreensão diante de pessoas que não a entendem, que acreditamos no seu potencial. Mais do que rotulá-la de índigo, é importante que seja fortalecida para exercer seu papel no mundo de regeneração. Para isso, um lar equilibrado, o diálogo, explicações claras e verdadeiras devem fazer parte do relacionamento com uma criança índigo.
Segundo uma amiga, todos nós temos um pouco de Caim. O que você diria com relação a evitarmos a violenta manifestação de Caim contra Abel? I. A., São Paulo – SP.
Concordo com sua amiga. Ainda estamos num mundo de predominância “cainita”, tentando a transição para o mundo de regeneração, que podemos chamar de “moiseita”. Ser Abel, a vítima, que não tem uma boa percepção das emoções humanas e não sabe se posicionar, não é uma boa saída. O modelo simbólico de Moisés, que propõe a justiça em todos os sentidos, me parece a forma mais adequada, visto que ainda não temos evolução suficiente para nos colocarmos plenamente no modelo de Jesus, baseado no amor e no perdão. Moisés, o legislador, coloca regras, se ampara na lei, coloca limites começando por ele próprio e tem percepção suficiente para estabelecer relacionamentos justos.
Tenho tido muita dificuldade em conciliar trabalho e família, tenho muita vontade de ficar em casa para criar minhas filhas, de 11, 10 e 9 anos e elas me cobram muito isso, mas ficar em casa nos traria muita dificuldade financeira, mais do que já temos, pois meu marido ganha pouco. O que fazer? Triciana, sua ouvinte na Rádio Boa Nova, São Paulo – SP.
Quando uma situação não tem a solução que desejamos, é sinal que temos que aprender alguma coisa num outro formato. Compartilhar mais os deveres domésticos e as tarefas do dia-a-dia com o marido, além de colocar qualidade na relação com as filhas. Diálogo, carinho, manifestação de interesse pelo que fazem e contam, buscar compartilhar a vida com as crianças da forma possível. Às vezes, um telefonema, uma conversa, um momento para escutar o que dizem, fazem um bem enorme para ambas as partes. Lembre-se que você trabalha tanto para ajudar no orçamento doméstico, como para ter realização e aprender coisas importantes para o crescimento pessoal e para compartilhar com a família. As crianças só se sentem abandonadas quando os pais não participam de suas vidas. Quando entendem o que fazem, costumam manifestar orgulho diante do sucesso que os pais têm em suas atividades. Não podemos confundir, no entanto, que o trabalho seja só para o sustento da família ou para comprar “presentes” para os filhos. A finalidade do trabalho é muito mais profunda se a analisarmos espiritualmente.
A cor da aura demonstra um estado de espírito. É claro que os índigos têm mais propensão à cor índigo, mas também sofrem alterações. A ação pedagógica pode proporcionar a outras crianças vibrarem na sintonia do índigo? A. L., Curitiba – PR.
Como sabemos, embora tenha uma cor predominante, a aura modifica-se conforme o estado mental da pessoa. A cor índigo foi observada por uma sensitiva, portanto, uma médium, em crianças que, posteriormente, foram chamadas “índigo”. Acredito que a pedagogia adequada, que leva em conta os verdadeiros objetivos da educação, possa facilitar o equilíbrio e a manifestação dos conteúdos divinos que habitam em todos os espíritos. Lembremo-nos da definição de educação para Pestalozzi: “desenvolvimento harmônico de todas as faculdades do indivíduo”. O mais importante não é vibrar numa “faixa índigo” – será que existe? –, mas numa faixa de equilíbrio e que facilite o afloramento e desenvolvimento dessas faculdades a que Pestalozzi se refere. Já vimos que, mesmo com todo o potencial que trazem, as crianças índigo nem sempre são bem-sucedidas. A educação é de extrema importância, mas precisa passar por uma reformulação muito grande que permita aos índigos ou não-índigos a expressão de todos os talentos, da sensibilidade, da verdade e do amor, que existem em todos os filhos de Deus.
Gostaria de conhecer sua opinião sobre os livros “Nunca mais Ritalina” e “Nunca mais TDA/H”, de Ann Block e “Por que a Ritalina não é uma solução”. M.C., São Paulo – SP.
Sem fazer uma análise dos livros referidos, precisamos entender qual é a necessidade de uma criança quando manifesta um quadro de sofrimento. Não gosto dos “nunca mais”, “sempre” etc. É de extrema importância um bom diagnóstico e uma prescrição correta, o que implica numa orientação aos pais, à escola, à sociedade e, por vezes, numa medicação. Diante disso, qual o objetivo do remédio, por quanto tempo deverá ser tomado e qual a expectativa que se tem da sua ação? Remédio não é por gostar, por modismos ou por solicitação de pais que não sabem lidar com seus filhos: ou é uma necessidade e precisa ser utilizado, ou não está em discussão. Muitas pessoas, tomam remédio para o funcionamento adequado do coração e ninguém diz “nunca mais”; outras, usam medicamentos para diabetes ou pressão alta: podemos dizer “parem”, “não é solução”? Não podemos ser preconceituosos quando o assunto são os remédios utilizados em psiquiatria e neurologia e isso inclui a Ritalina.
Valdeniza Sire Savino: “Educando crianças índigo”
Psicóloga clínica licenciada em Pedagogia, palestrante e diretora da área de assistência psicológica do Grupo Espírita Geam (SP), Valdeniza Sire Savino prefaciou o livro “Educando crianças índigo” de Egidio Vecchio, com o qual colaborou a convite do autor e que foi o tema de sua palestra no 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo. Detalhou em sua palestra não apenas as características dos índigos, mas também a forma de educá-los visando ao maior aproveitamento de suas potencialidades: “São seres que vêm nos lembrar de informações morais que já sabemos, mas não queremos colocar em prática”. Para Valdeniza, “os índigos são moralmente mais evoluídos, têm um grande senso de justiça e amor à natureza. Eles ajudam as pessoas mais necessitadas, como os deficientes, por exemplo, sem achar que estão praticando boas ações”. As perguntas que transcrevemos a seguir foram a ela dirigidas durante o evento:
É do meu conhecimento que nos Estados Unidos há um trabalho grande sobre as crianças índigo. Gostaria de saber se existe um método científico naquele país para concluir se uma criança é índigo ou não. C. M., São Paulo – SP.
No livro “Crianças Índigo” dos norte-americanos Lee Carroll e Jan Tober (São Paulo: Editora Butterfly), a metodologia recomendada para concluirmos se uma criança é índigo ou não é a observação do seu padrão de comportamento. A premissa para tanto é clara: “uma criança índigo é aquela que apresenta um conjunto de características psicológicas incomuns e um padrão de comportamento ainda não classificado pela ciência”. A metodologia científica ainda está sendo estudada e desenvolvida tendo como ponto de partida as avaliações usuais: testes de QI, testes de personalidade, avaliações projetivas de personalidade, testes de memória etc. Além disso, recorremos também à espiritualidade – apesar de ser considerada um recurso não-científico – por intermédio da qual obtivemos resultados inegáveis. A denominação “criança índigo”, por exemplo, originou-se da pesquisa da Nancy Ann Tape, parapsicóloga norte-americana reconhecida pelo seu trabalho. No Brasil, o doutor Egídio Vecchio, autor do livro “Educando crianças índigo” (São Paulo: Butterfly Editora), também recorreu à espiritualidade, com o objetivo de ampliar a disponibilidade de recursos para reconhecer e ajudar os índigos.
Se a criança índigo é tão impopular, tão rejeitada, como ela pode ser o fator de modificação da humanidade? R. M., São Paulo – SP.
Por ser o fator de modificação da humanidade é que a criança índigo torna-se impopular e rejeitada: não aceitamos tão facilmente as modificações, sejam elas quais forem... Isso acontece devido às características diferenciadas que elas apresentam, por não corresponderem aos padrões com os quais as pessoas estão normalmente habituadas a conviver. São mal-interpretadas e rotuladas de rebeldes, insubmissas, revoltadas, quando na realidade, na maioria das vezes, estão apenas buscando se fazer ouvir e entender porque de outro modo não se fizeram entender.
Por que não se comenta nos livros e nas palestras sobre os adultos índigos? M. C., São Paulo – SP.
Essa pergunta é muito oportuna. Se as pesquisas dizem que os índigos estão nascendo há algumas décadas, onde estão os índigos adultos? Faz-se necessário também direcionar o nosso debate nessa direção. Quantos adultos índigo estão enfrentando dificuldades as mais diversas e até dramáticas em função de sua condição diferenciada? Estou certa de que, muitos deles, a partir de agora, ao tomarem conhecimento do nosso trabalho, se sentirão mais à vontade para apresentar-se, buscando informação para superar suas dificuldades. Estou bem certa de que essas criaturas – a partir deste movimento de esclarecimento do qual o 1o Seminário de Educação e Orientação ao Índigo foi um catalisador – irão despertar e entender sua natureza, juntando-se a outras para buscar uma vida melhor e a realização de suas expectativas. O primeiro passo será descobrir que não são doentes, nem anormais, apenas diferentes das demais pessoas. O segundo passo, adequarem-se à sua realidade. Nessa fase, a psicologia e a espiritualidade, conjugadas, muito poderão ajudar essas pessoas. Quando me refiro à espiritualidade, volto minha atenção para o centro espírita, onde exerço, voluntariamente, um trabalho terapêutico de apoio voltado para a necessidade dessas pessoas, crianças ou adultos. Os resultados – conjugando-se a psicologia e o Espiritismo – são muito animadores. É interessante notar que o adulto índigo apresenta, em geral, uma grande disposição para se ajudar. Precisa apenas de um apoio dirigido, que o impulsione na direção de sua vocação, depois, é claro, da conscientização de sua condição. Estamos dando os primeiros passos nessa direção, ainda é um trabalho experimental. Dentro de alguns anos será possível mensurar, com boa margem de acerto, os resultados desse trabalho clínico.
Qual o aspecto que podemos destacar entre uma criança índigo de uma que tem Transtorno Obsessivo Compulsivo? G.M.C.C.L., São Paulo – SP.
O portador do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) manifesta pensamentos obsessivos ou atos compulsivos recorrentes. Esses pensamentos obsessivos são idéias, imagens ou impulsos que surgem na mente do indivíduo repetidamente, de forma estereotipada. São, na maioria das vezes, angustiantes e a pessoa usualmente tenta, sem sucesso, resistir a eles, rejeitá-los. Que fique bem claro: os índigos não apresentam o TOC. Não são doentes mentais e tampouco inadaptados psicológica ou socialmente. No centro espírita, conjugando-se a assistência espiritual à psicológica, obtivemos bons resultados em muitos casos, o que não podemos deixar de registrar. Entenda que o centro espírita não limita seu atendimento àqueles que professam a doutrina de Allan Kardec. Muito pelo contrário, nada se pergunta sobre o credo religioso daquele que procura assistência espiritual para suas dificuldades. No meu trabalho clínico, em meu consultório, não dispenso meu aprendizado espírita da questão, mas só faço essa colocação se o paciente der abertura para tanto.
Gostaria de saber se há diferença entre índigos e cristais. As crianças cristais são mais evoluídas do que os índigos? R. C. R., São Paulo – SP.
Estou certa de uma coisa: ainda há muito que descobrir, o que aprender. Acredito que o mais importante é a capacidade desses espíritos para o exercício do bem. São, em potencial, hábeis facilitadores para ajudar a humanidade a evoluir. Nesse momento de transição, necessitamos de toda ajuda possível para empreender o que já recomendava Tales de Mileto na Grécia Antiga: conhecermos a nós mesmos. Nossa pesquisa e estudos são focalizados no índigo. O número de criaturas que estão nascendo nessa condição é muito grande, e é neles que precisamos concentrar nossos esforços.
Qual o tipo físico de uma criança índigo? D. A., Porto Alegre – RS.
De acordo com a classificação dos tipos de índigos referenciada no livro “Crianças Índigo” (São Paulo: Butterfly Editora) por Lee Carroll e Jan Tober, os humanistas são muito sociáveis e simpáticos, os conceituais são normalmente crianças de porte atlético, os artísticos costumam ser de menor estatura e os interdimensionais são fisicamente mais desenvolvidos que os outros índigos. Acredito que mais importante que o aspecto físico da criança índigo é sua personalidade, as características do seu comportamento. Esse é o foco do meu trabalho.
Existe alguma característica física que indique um índigo? Minha filha tem as duas orelhas pontudas e já me disseram que é uma característica de uma criança do terceiro milênio. Existe algum estudo a respeito? S. C., São Paulo – SP.
De acordo com as pesquisas disponíveis até o momento, não consta nenhum estudo que assinale características físicas semelhantes às de sua filha como próprias de um índigo. O mais importante é analisar o comportamento dela. Uma pré-avaliação poderá ser obtida a partir da utilização de alguns questionários que constam do livro “Educando crianças índigo” (São Paulo: Butterfly Editora), do doutor Egidio Vecchio. Se possível, recorra, com esse material em mãos, a um psicólogo de sua confiança, o que irá garantir a isenção da observação e resultados mais conclusivos. Esse é um procedimento seguro, que recomendo a todos. O material disponível no livro do doutor Egídio é muito bom, e, utilizado por um profissional competente, em parceria com os pais da criança, é de grande valia em todos os casos. Esse é o caminho certo, racional, para identificarmos os índigos. Recomendo evitar recorrer a místicos, oráculos de quaisquer espécies, que, na maioria das vezes, revelam-se complicadores e não os facilitadores que muitos idealizam...
Como conscientizar as pedagogas sobre a realidade das crianças índigo? Elas não vão considerar isso um modismo? Uma desculpa? Como conversar com as autoridades escolares? L. F., São Paulo – SP.
Acredito que o descrédito em relação à própria existência dos índigos deva-se à falta de informação. Um dos objetivos do 1º Seminário de Educação e Orientação ao Índigo foi exatamente esse, levar informações conclusivas aos pais e às autoridades escolares, referenciando estudos que estão sendo desenvolvidos. É nossa expectativa que, a partir deste evento cujo sucesso superou todas nossas previsões, o tema seja debatido sem prevenções ou preconceitos pelos educadores. Estou pessoalmente disposta a comparecer a debates em escolas ou instituições que promovam esse diálogo aberto, desde que seja permitida a participação do público por intermédio de perguntas pertinentes ao encontro. Faço questão dessa parte, porque a questão índigo não é uma tese concluída, é um tema ainda em debate. Nas reuniões, costumo colher informações, depoimentos e amostragens de grande utilidade para o meu estudo clínico, que pretendo reunir num livro de natureza prática e conclusiva. Procuro analisar tudo o que está acontecendo que envolva os índigos, confirmar sua veracidade e – dependendo da importância do caso – aprofundar-me no seu estudo.
Como educadora, pois trabalho em uma escola, percebo o equívoco da análise dos educadores achando que o índigo é um mal-educado. Como ajudar meu quadro docente a dinamizar o atendimento ao índigo, tornando o assunto vital no contexto escolar, se não tenho acesso a informações científicas e pedagógicas que tenham comprovação oficial? H. F., São Paulo – SP.
Leia “Crianças índigo” de Lee Carroll e Jan Tober e, principalmente, “Educando Crianças Índigo”, livro no qual o doutor Egidio Vecchio sugere estratégias pedagógicas resultantes de um trabalho de vários anos de pesquisa e aplicação. Entendo que a partir daí você e o seu quadro docente possam desenvolver um trabalho bem direcionado aos índigos, discutindo as técnicas, promovendo grupos de estudos, avaliando e adaptando o que é sugerido para a realidade que estão vivenciando. É assim que ocorrerá a “comprovação científica” à qual você se refere: a partir dos resultados obtidos, dessa pesquisa que deve ser qualitativa e quantitativa. Se for necessário, posso contribuir com uma palestra genérica sobre o tema, abrindo espaço para as discussões iniciais. Nesse caso, se for do seu interesse, peço que me consulte com antecedência, para conciliarmos nossas agendas.
Sueli Rizzutti: “Hiperatividade e o comportamento índigo”
Sueli Rizzutti é neurologista da Escola Paulista de Medicina e foi convidada pelos coordenadores do 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo a apresentar o tema “Hiperatividade e o comportamento índigo”. Segundo afirmou, “a falta de atenção, a grande agitação e o jeito desajeitado – responsável por pequenos desastres – trazem problemas de relacionamento às crianças portadoras de TDAH, que não devem ser confundidas com os índigos. Elas acabam sendo isoladas inclusive pelos próprios amigos, fato que diminui sua auto-estima. De 5% a 8% das crianças hoje em idade escolar apresentam esse problema”. Respondendo perguntas dos participantes do evento, aprofundou-se em suas considerações:
Não entendi como diferenciar uma criança índigo de uma com TDAH. A criança índigo têm características do portador de TDA/H? Quais? S. R. L., São Paulo – SP.
Para identificar uma criança e diagnosticá-la como portadora de TDAH é necessário que apresente – por mais de seis meses –  seis ou mais sintomas de hiperatividade. Esses sintomas, via de regra, são: freqüentemente agitar as mãos ou os pés e remexer-se quando sentada; na sala de aula, abandonar a carteira sempre que se espera que permaneça sentada; correr ou escalar em demasia em situações impróprias. Sente dificuldade para brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer; está freqüentemente “a mil por hora”, ou age freqüentemente como se estivesse “a todo vapor” e fala em demasia. Além disso, o portador de TDAH apresenta – por mais de seis meses – seis ou mais sintomas de desatenção: freqüentemente não presta atenção a detalhes ou comete erros por omissão em atividades escolares, de trabalho ou outras quaisquer; sente dificuldade para manter a atenção voltada a tarefas específicas ou atividades lúdicas; parece não ouvir quando é chamado; não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou profissionais (não por discordar destas ou manifestar oposição ou mesmo pela incapacidade de compreender instruções); tem dificuldade para organizar tarefas e atividades; com freqüência evita ou demonstra ojeriza ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante, como, por exemplo, tarefas escolares ou deveres de casa. Com freqüência perde objetos necessários para executar suas tarefas ou atividades, como, por exemplo, brinquedos, lápis, livros e outros materiais. É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa em que está envolvido; apresenta esquecimento em meio às tarefas e também sintomas de impulsividade. Dá respostas precipitadas antes mesmo que as perguntas sejam formuladas. Tem dificuldade para aguardar sua vez, interrompe ou se intromete em conversas e brincadeiras. Além de considerar esses sintomas e manifestações, é necessário um exame neurológico para diagnosticar o TDAH.
Quanto aos índigos, o doutor Egídio Vecchio – no seu livro “Educando crianças índigo” – relaciona 134 características, das quais citarei apenas algumas para facilitar a comparação com os portadores de TDAH: aprendem rápido e depois se entediam durante as aulas (esse comportamento pode ser confundido com hiperatividade, uma vez que a criança pode andar pela sala, conversar etc.); respondem bem a uma boa motivação; procuram soluções, respostas claras e objetivas; revelam tendência para prestar atenção em várias coisas e são capazes de solucionar vários problemas simultaneamente; ao mesmo tempo prestam atenção ao todo e aos detalhes. Nem todos os índigos têm inteligência de gênios, mas estão sempre entre aqueles que mais se destacam. Absorvem informações com extraordinária rapidez e também são rápidos para avaliar situações. Acredito que, a partir dessas informações, seja possível a você verificar as diferenças que existem entre os índigos e os TDAH. O que ocorre é que o padrão de comportamento exibido pode assemelhar-se porque o índigo é inquieto, às vezes até chamado de hiperativo, mas não no contexto do transtorno.
Existe diferença entre o índigo e o hiperativo? Quais são essas diferenças? M. A., São Paulo – SP.
Sim, como já vimos na resposta anterior. Vamos analisar essas diferenças. Primeiramente podem ser notadas nos padrões de comportamento exibidos pelos hiperativos: envolvem dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade, sendo responsáveis por um desempenho acadêmico na maioria das vezes abaixo do esperado e não necessariamente por algum problema de aprendizagem propriamente dito. Por isso, as repetições podem ser freqüentes. Os índigos também têm dificuldades para se adaptar ao sistema educacional. Por isso, é necessário e importante diferenciar entre dificuldades em se adaptar ao sistema educacional e impossibilidade de aprendizagem. Isso vale tanto para o TDAH como para o índigo. Os índigos são muito ativos, curiosos, questionadores e quando bem motivados respondem bem àquilo que se propõe que executem.
Citei aqui principalmente a escola por ser o local onde mais se percebem as diferenças entre o TDAH e o índigo, mas essas diferenças abrangem todos os ambientes. Os índigos – ao contrário do TDAH – necessitam de momentos a sós para pensar, vivem perguntando “por que”, querem resolver seus problemas por si mesmos, apreciam os desafios. A partir dessas premissas, resta observar e avaliar, mesmo porque existem comportamentos que se assemelham, mas cujos resultados são diferentes. Por exemplo, ambos podem parecer que estão prestando atenção a alguma coisa. Quando perguntados, o TDAH não conseguirá reproduzir o que foi dito. O índigo será capaz de detalhar o que observou.
Na adolescência, como reagem os índigos e os superativos? M. A., São Paulo – SP.
As crianças e adolescentes portadores de TDAH tendem a ser mais rejeitados pelos seus colegas. Seu rendimento escolar – abaixo da média – contribui muito para o seu mal-estar. Quando entram no período da adolescência, são mais vulneráveis ao álcool e às drogas ilícitas. Seu comportamento é um tanto irresponsável, em parte motivado pela sua impulsividade.
Os índigos – por apresentarem dificuldades de adaptação –  também necessitam de compreensão e orientação para que se aceitem. Assim conseguirão manter – na adolescência – características positivas em relação à auto-estima e visão da vida, pois são especialistas em evitar sofrimentos. Caso isso não aconteça – apoio para seu crescimento pessoal – estarão sujeitos à depressão, ao isolamento e a outros desvios de comportamento, como o uso de drogas.
No dia-a-dia, tanto em casa como no atendimento médico e de enfermagem, como diferenciar uma criança hiperativa de uma criança índigo? M. C. M., São Paulo – SP.
Como já vimos nas respostas anteriores, são muitas as diferenças entre um e outro. Uma dessas diferenças, fácil de ser identificada, é que o índigo está ligado a tudo o que está acontecendo, mesmo que aparentemente possa parecer o contrário. É capaz de reproduzir o que viu ou ouviu quando solicitado. O TDAH, embora pareça estar atento aos acontecimentos, não é capaz de reproduzir esse desempenho.
Américo Canhoto: “A saúde da criança”
Palestrante do 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo, Américo Canhoto é médico de família, palestrante requisitado, e autor do livro “Saúde  ou doença: a escolha é sua” e “Chegando à casa espírita” (São Paulo: Petit Editora). Participou do evento com a palestra “A saúde da criança” e falou sobre as alterações que têm acometido a infância. Por causa do estilo de vida, várias doenças de adultos estão surgindo já na idade infantil: “Vi uma criança de 8 anos tendo enfarte e outras, de 10 a 12 anos, sofrendo de pressão alta e Síndrome do Pânico. A saída para reduzir esses problemas é reeducar o adulto para que ele leve uma vida mais equilibrada, tanto mental quanto emocionalmente”. Américo Canhoto respondeu as seguintes perguntas:
Meu filho tem três anos e meio. Tem muitas características índigo, mas simplesmente não fala ou não quer falar. A demora na fala é também uma característica dos índigos? A. S. M. V., São Paulo – SP.
Ao contrário, os índigos costumam ser precoces até na fala. A recusa da criança em falar pode sinalizar problemas na vida em família. Caso não seja portador de nenhuma síndrome neurológica, recomendo buscar com urgência ajuda na esfera da psicologia, não apenas para ele, mas para o grupo familiar. Nesse caso, se ele precisar de atendimento, certamente logo terá alta. Aqueles que, provavelmente, ficarão em tratamento por um bom tempo serão os seus familiares...
Uma pessoa com disfunção da tireóide, com peso acima do que deveria, com gula excessiva por doce, que na teoria conhece o contexto somático, pode ter a compulsão por motivos familiares ainda inconscientes? H. F., São Paulo – SP.
A disfunção da tireóide, especialmente a do tipo auto-imune, é problema cada vez mais comum, principalmente entre as pessoas do sexo feminino. Dentre os vários fatores causadores estão dietas e distúrbios da afetividade. A tireóide é uma glândula muito sensível à baixa auto-estima. Os modelos de padrão de sucesso e de beleza da sociedade cada vez mais competitiva levam especialmente as meninas – com excesso de peso – a agredirem a glândula. Deve ficar claro que a disfunção da tireóide não é a causa primária da obesidade. É apenas um dos seus efeitos, que realimenta o processo, retarda o metabolismo e reforça o processo de engorda. O corpo fala de várias maneiras, tentando avisar-nos de que mudanças urgentes devem ser feitas. A quem se interessar por essa questão, recomendo o meu livro “Saúde ou doença: a escolha é sua”, que foi recentemente publicado pela Petit Editora. A respeito da influência da família – tanto na compulsão por doces quanto no excessivo ganho de peso – vale a pena registrar alguns comentários a respeito. No meu livro há um capítulo inteiro sobre o tema. Se simplesmente herdássemos de nossos antepassados as tendências, compulsões e comportamentos que levam à obesidade, isso seria uma absurda injustiça do Criador. Mas, perguntamo-nos, se em nossa família todo mundo é obeso, estou condenado a sê-lo? Quase com certeza, a resposta é afirmativa. Por quê? A resposta está na influência que a família exerce. A criança vai copiar modelos em todos os sentidos: na forma de adoecer, de reagir e de comportar-se. As dietas são repassadas geração a geração. Exceto no caso dos índigos: eles, até certo ponto, resistem mais às conseqüências das dietas, pois sabem quem são e o que vieram fazer na Terra, o que a maioria das pessoas nem sequer desconfia... A compulsão por doces, além de ser nossa tendência – viciar-nos em qualquer coisa que esteja à mão –, recebe ainda uma forte influência da família. Quando a mãe, que é “viciada” no açúcar, prepara o leite ou um suco para seu filho tomar na mamadeira, ela não o serve para a criança, mas para si mesma... Ela experimenta antes o que vai servir. Se não estiver do seu agrado, ao gosto do seu paladar, supõe que o bebê não vai gostar e então acrescenta açúcar... Não devemos, no entanto, acusar a família, a mãe ou a babá pelo nosso excesso de peso. Mesmo que a mãe tenha sido uma pessoa tão ocupada a ponto de delegar a tarefa de alimentar os filhos a uma pessoa que desconhece a responsabilidade dessa tarefa, mesmo assim ela deve ser perdoada. O mais importante, se isso por acaso aconteceu conosco, é evitar repetir o mesmo erro com nossos filhos, sobrinhos, netos...
Se o excesso de informação causa prejuízos ao cérebro – distrações, falta de concentração – as crianças índigo têm alguma defesa contra a internet, o videogame etc ? S.L. – São Paulo – SP.
Os índigos não nascem vacinados contra as maluquices dos adultos. Hoje, a chance de um índigo desencarnar mais cedo do que qualquer outra criatura não é grande, é enorme! O índigo necessita ainda mais do que as outras crianças de vitaminas que alimentam e fortalecem o espírito: amor, disciplina e a coerência dos adultos. Por coerência, entendemos que os adultos devem praticar aquilo que exigem das crianças e dos jovens.
Qual a abordagem que deve ser feita na escola sobre as crianças índigo, junto aos professores, cuja formação acadêmica é de vinte anos atrás? S.G. – São Paulo – São Paulo – SP.
Depois que eu entendi o recado do mestre Jesus, apaixonei-me pela educação. Não a educação que é simplesmente a informação dos bancos escolares, mas a educação do espírito. Dessa forma, passei até a preconizar que a doença é apenas a falta de educação... Observei, engajado em vários projetos educacionais, que boa parte dos professores – formados de acordo com conceitos vigentes há vinte anos – sempre estiveram aptos a lidar com os índigos. Grande parte deles saiu-se bem e hoje estão por aí, dando a cara para bater, famosos ou não, tentando romper as algemas do preconceito. Isso porque eles entenderam a mensagem de Jesus: instruir e educar com amor! Esses professores sempre estiveram espalhados por aí. Vale uma sugestão: observar as tendências, para agregar com maior facilidade à visão de mundo dos veteranos e dos novos professores o conceito de “inclusão como direito”. O que foi que Jesus pregou além da inclusão de todos – estropiados, doentes, possessos, marginalizados – no reino de Deus? Quem hoje é mais marginalizado na escola? Os deficientes de qualquer tipo? Não... É o índigo, que perturba, que afronta a mediocridade que encontra pela frente, venha ela de onde vier... Espalhe por sua escola, mesmo que seja no anonimato, os caracteres das crianças índigos. Depois, marque uma reunião para discutir o assunto com aqueles que se interessarem. Desperte o interesse e depois esclareça os colegas baseada em fatos, estudos e observações disponíveis. Indique o livro “Educando crianças índigo” de Egídio Vecchio.
A utilização de adoçante, refrigerantes “light” ou “diet” é maléfica para a criança? L.B., São Paulo – SP.
Sim, o consumo deles é maléfico, sejam quais forem. Não se trata simplesmente do prejuízo orgânico causado pelo uso continuado de substâncias cancerígenas, tornando a criança uma vítima dos desvios de comportamento cognitivo dos adultos. Trata-se da evolução ético-moral da criança. Tentar subverter a Lei de Causa e Efeito – que nos devolve aquilo que lançamos, seja para o bem ou para o mal – e afirmar que “só um pouquinho não faz mal”, recomendar “beba com moderação”, “fume cigarros de baixos teores” etc. De nada vale... Como também não é válido consumir alimentos “diet” e “light”. “Amar ao próximo como a si mesmo” é o ensinamento de Jesus. Estamos realmente amando nossos familiares adotando esse tipo de produtos que tantos danos causam à saúde da criança?
Todo açúcar é ruim, até o mascavo? E o melado? E a frutose e o mel? L.F., São Paulo – SP.
Adoçar a alimentação amarga a vida, lembre-se sempre disso. É um desvio da natureza. Mesmo o açúcar originado de um cultivo natural ou orgânico – livre de agrotóxicos etc. – torna-se maléfico quando é refinado. Quanto ao açúcar que se origina do plantio onde são utilizados herbicidas e inseticidas, já está contaminado, mesmo antes de ser refinado... O uso de frutose e mel depende da necessidade, se for para adoçar, para subverter o sabor dos alimentos é inútil, dispensável. É preciso aprender a aceitar o alimento com seu sabor original. As crianças índigo ficam indignadas diante dos adultos viciados no sabor doce, que depois de alimentar-se com bolo ou sorvete passam mal do fígado ou do estômago e sempre tomam chá de boldo ou de carqueja para curar-se... Para eles, isso é coisa de doidinhos.
Como deve ser a alimentação das crianças índigo? R. A., São Paulo – SP.
Essa é uma boa pergunta. Deve ser um pouco diferente ou igual à dos outros? Muito diferente? De que forma? Como obrigar a criança índigo a alimentar-se de forma diferenciada de sua família? A resposta é tão simples que mereceu da nossa parte um estudo detalhado que em breve lançaremos a público. É preciso meditar sobre o que dissemos anteriormente, nesta entrevista, sobre alimentação. No meu livro “Saúde ou doença: a escolha é sua” procuro explicar como e por que as crianças adoecem, referindo-me à alimentação. Recomendo sua leitura. A questão é muito abrangente e merece nossa melhor atenção.
Célia Ribeiro Esteves: “Aprendendo e construindo com as crianças índigo”
“Aprendendo e construindo com as crianças índigo” foi o tema da palestra de Célia Ribeiro Esteves, apresentada no 1° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo. Colaboradora do Centro Espírita Nosso Lar, Célia é pedagoga e atua há 30 anos na área de educação popular: “Os jovens, em geral, querem atividades mais dinâmicas. O professor precisa se adaptar a essa nova necessidade da profissão. As crianças não devem ser rotuladas e sim ter suas características respeitadas por todos os que estão ao seu redor”. Célia também respondeu às perguntas dos participantes do evento:
Como os professores podem ajudar objetivamente as crianças índigo?
É preciso que os professores busquem a atualização de métodos, formas de abordagem e isto não só para o índigo, mas também para todos os alunos. Quando o orientador usa dinâmicas de grupo, recursos audiovisuais, dramatização etc; permite que o aluno busque descobrir a matéria que está em foco, assimilá-la melhor e recriar formas de exposição. Utilizando o amadurecimento racional, ele passa a entender o porquê daquela matéria e sua praticidade.
Os índigos necessitam de um sistema educacional próprio? M. C. A., São Paulo – SP.
Todo o processo educacional precisa evoluir, mudar e oferecer aos alunos as melhores formas de conquistar o saber. Não é preciso ter um sistema educacional próprio, porque senão estaríamos segregando o índigo e impedindo que tenha oportunidade de conviver na diversidade e realizar sua missão. Temos, sim, que ter um olhar diferente e usarmos uma metodologia “premiada” com atividades, dinâmicas, recursos que possibilitem o melhor crescimento desses seres tão especiais, bem como nos valermos da “Pedagogia de Valores” proposta pelo doutor Egidio no seu livro “Educando crianças índigo”. É preciso buscar entender o que a criança índigo nos mostra, nos sinaliza e então pesquisarmos as melhores formas de orientá-lo. Com certeza, todos buscamos o melhor caminho.
Os modelos educacionais, tão criticados, não são um ponto de partida para a reconstrução da educação? V. L., São Paulo – SP.
Aprendi com um sociólogo que não podemos deixar para trás as experiências e conquistas da humanidade. E realmente seria irresponsabilidade nossa sair por aí atirando pedras ou negando tudo aquilo que se conquistou. Os modelos educacionais servem sim de ponto de partida. O que temos que fazer é analisar o panorama educacional, quem são nossos alunos, em qual contexto estão inseridos, e vislumbrarmos a melhor forma de atendê-los, de ajudá-los. Temos que ter claro que eles nos oferecem pistas. É uma questão de mexer com tudo e com todos os que estão envolvidos.
Como orientar os pais das crianças índigo? Como eles devem agir quanto à educação escolar, como devem dialogar com os professores? M. C. M., São Paulo – SP.
Muitas das reuniões das quais participei e ainda participo, são encontros em que desfilaram apenas informes e normas da rotina administrativa da escola, do aproveitamento de notas auferidas pelos alunos. Pouco se discutiu ou se mencionou nessas ocasiões sobre o processo de aprendizado. Quando se discute um determinado conteúdo, método, assimilação, dificuldades e progressos, temos em ação um grupo de pais que passa a reforçar, pelo entendimento, o trabalho da escola.  Acredito que é preciso criar grupos de estudos ou ciclos de palestras, entrevistas, onde o corpo docente possa desenvolver uma ação conjunta com os pais. Como deve ser o diálogo entre pais e professores? Devemos falar do que está se passando, das novas descobertas, das características de seus filhos, da necessidade de diagnosticarmos suas necessidades, bem como indicar bibliografias e pesquisas, oferecendo um leque de opções para que todos possam se inteirar. Lembre-se: estamos dando os primeiros passos em relação aos índigos e precisamos nos fortalecer para ajudar estes seres tão especiais a viver em sua plenitude.
Depoimentos
Para Janice Ana Jatczak, educadora, “o seminário foi extremamente proveitoso. Os palestrantes apresentaram fatos concretos que realmente ajudam a entender melhor o assunto”. Anselmo Gomes Silva, analista de suporte, disse que “o evento foi importante porque ampliou o conhecimento dessa nova era que se consolida no planeta”. Marenice de Moura Oliveira, professora e expositora da Federação Espírita do Estado de São Paulo confirmou as considerações dos palestrantes: “Observei que os fatos citados realmente acontecem no cotidiano. Na escola, os alunos desafiam os professores; em casa, os filhos cobram a melhoria de todos os adultos que estão ao seu redor. Sou portadora de TDAH e aprofundei alguns conhecimentos. Senti falta de informações sobre os adultos índigo, pois gostaria de saber como é a vida deles e como devem se comportar para se adaptar ao mundo”. Marcelo Luiz Dias, economista, destacou que “cada um dos palestrantes nos apresentou um lado importante dessas crianças que estão nascendo e que sofrem, na maioria das vezes, a incompreensão de pais e professores”. Para a jornalista Diana Lima, “o evento superou as expectativas, situou as pessoas nessa nova era que se apresenta”. Flávio Machado, editor e diretor da Butterfly Editora, afirmou que “o evento transcorreu bem e pretendemos criar outros para atrair ainda mais pessoas”. Carmen Llaguno, também diretora e editora da Butterfly, concluiu que o seminário “superou as expectativas porque as pessoas que compareceram receberam muito bem as informações. Gostaria de destacar a ligação e a unidade entre os temas explorados”.
Iniciativa da União das Sociedades Espíritas (USE), o evento também será realizado em Guarulhos (SP), no próximo dia 15 de julho, domingo, na Casa Espírita Fonte Viva. Se a existência das crianças índigo é ainda um tema polêmico, visto com reservas pela maioria das pessoas, é inevitável concluir que – depois da realização do três primeiros Seminários de Educação e Orientação ao Índigo – a questão ganhou uma nova abordagem, embasada na pedagogia, na psicologia e na medicina. Essa visão crítica – desvinculada de misticismos e dogmas religiosos –, mais próxima da realidade, explica o sucesso dos encontros, que falaram à razão e à sensibilidade daqueles que dele tiveram a oportunidade de participar.
SERVIÇO
Seminário de Educação e Orientação ao Índigo

Informações e inscrições:
Telefone: (11) 6221-1464 (de 2ª a 6ª feira, das 14 às 18h)
seminario.indigos@terra.com.br
Américo Canhoto
americocanhoto@yahoo.com.br
Butterfly Editora
flyed@flyed.com.br
www.flyed.com.br
Célia Ribeiro Esteves
cre.tropecei@gmail.com

Companhia de Leitura
Av. Doutor Vieira de Carvalho, 160
São Paulo – SP
Tel.: (11) 3361-6151
ciadeleitura@ciadeleitura.com.br

Grupo Espírita Geam
Rua Força Pública, 24 (Santana)
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Jornal dos Espíritos
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Valdeniza Sire Savino
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