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EUGÉNIE GRANDET
DA REDAÇÃO

Eugénie Grandet, de Balzac

Título:

EUGÉNIE GRANDET

Catálogo:

Coleção L&PM

Gênero:

Romance

Série:

Balzac

Referência:

522

Cód.Barras:

9788525414779

ISBN-10:

85.254.1477-8

Páginas:

226

Preço:

R$ 12,00

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"Alma de mulher em corpo de homem", romance de Afonso Moreira Jr., lançamento da Butterfly Editora, que fala da reencarnação e sexualidade. Clique para assistir entrevista que o autor concedeu para o programa "Repensar", da TV Mundo Maior. Sugestão: Logo depois que o vídeo começar, dê pausa e espere ele carregar (a barrinha logo abaixo do vídeo vai ficando avermelhada).

"Eugénie Grandet", de BALZAC
AFONSO MOREIRA JR.

 

Honoré de Balzac (1799-1850) é o autor de 89 romances, novelas e histórias curtas reunidos em "A comédia humana". A obra foi ordenada pelo autor em três partes: "Estudos de costumes", "Estudos analíticos" e "Estudos filosóficos". A maior parte, "Estudos de costumes", com 66 títulos, subdivide-se em seis séries temáticas: Cenas da vida privada, Cenas da vida provinciana, Cenas da vida parisiense, Cenas da vida política, Cenas da vida militar e Cenas da vida rural. Cerca de 2,5 mil personagens se movimentam, interagem, em vários livros de "A comédia humana".

"Eugénie Grandet"
Logo após a publicação, "Eugénie Grandet", de Balzac, foi considerado uma obra-prima. A qualidade da obra, de valor inegável, levou os críticos a elogiar o autor, o qual nem sempre deles recebia palavras amáveis. Nessa época, o grande romancista escrevia 18 horas por dia, consumindo café em doses excessivas, hábito que, mais tarde, refletiu-se negativamente em sua saúde. Se estivesse entre nós, Balzac certamente iria apreciar o esforço da L&PM Pocket, de Porto Alegre (RS), responsável pela primorosa edição de alguns de seus romances, traduções fieis ao estilo inconfundível do autor. "Eugénie Grandet" é excelente leitura para quem deseja mergulhar, profundamente, na natureza humana.
O romance se desenrola na cidadezinha francesa de Samur, onde vive a família Grandet, cuja filha única é a doce Eugénie Grandet, pai de Eugénie, é um comerciante de vinhos que enriqueceu no período pós-Revolução Francesa. E é, segundo consenso dos críticos, um dos maiores avarentos da literatura universal. Eugénie, prestes a atingir a maioridade, passa a ser disputada pelas boas famílias da região, que desejam casar um dos seus com a herdeira do rico comerciante.
Tudo vai bem, nos suaves vagares da rotina da província, até  que surge Charles Grandet, rapaz típico da sociedade parisiense e filho do irmão do sr. Grandet que, tendo ido mal nos negócios, suicidara-se. O sobrinho acaba sendo acolhido, e o convívio suscita a paixão entre os primos Charles e Eugénie. O romance, considerado até hoje um dos mais importantes e marcantes de Balzac, trata deste amor ardente e ao mesmo tempo resignado, em que Eugénie simboliza o amor total, que resiste a tudo, à separação, à distância e às desilusões . Um amor tão formidável que dificilmente estará à altura do amado.

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O pai da comédia humana
Balzac nasceu em Tours, na França, em 1799. É autor de "A comédia humana", monumento literário que reúne 89 títulos, entre romances, novelas e contos, no qual se incluem obras-primas como "Ilusões perdidas", "O lírio do vale", "O pai Goriot", "Ferragus" e "Eugénie Grandet" - seu primeiro grande romance. Aos 51 anos, em Paris, no dia 19 de agosto de 1850, Balzac retornou à pátria espiritual. Foi sepultado no cemitério Père Lachaise, em Paris. O jazigo onde se encontram seus despojos é ornado por uma estátua de Augusto Rodin. Por ocasião dos funerais, Victor Hugo, o grande escritor francês, pronunciou discurso de despedida, no qual ressaltou a importância  do seu trabalho literário, talento e vigor de sua personalidade.
Antes de Balzac, outros romancistas franceses se destacaram, mas foi por intermédio dele que o gênero firmou-se definitivamente, convertendo-se  na leitura preferida das multidões. Balzac foi o primeiro a levar para a literatura, com realismo e emoção, histórias que envolvem a riqueza, as transações comerciais e as heranças. Em sua obra, por mais de 2.500 personagens, retrata, com fidelidade, a sociedade de sua época, expõe aquilo que se passava nos seus bastidores, descreve a ambição, o egoísmo, a frivolidade, a luta por prestígio e poder, a satisfação de desejos egoístas - nada escapou aos olhos de Balzac e ao registro de sua pena, movido por um gênio incansável.
Na época dos meus primeiros passos na literatura francesa, Alexandre Dumas, Júlio Verne, Victor Hugo, Rabelais, monopolizaram minha atenção. Verne era meu preferido. Visionário, as aventuras, o mundo que retratava em suas obras simplesmente me fascinava. Dediquei a Balzac apenas o tempo necessário para memorizar suas obras principais e alguns personagens marcantes - o suficiente para não fazer feio no exame de literatura. Anos depois, me apaixonei por Marcel Proust, por Baudelaire. As paixões passaram, vieram Jean-Paul Sartre, Simone de Beavoir - dos quais pouco restou.
Na década de 1970, um romance psicografado por Waldo Vieira caiu em minhas mãos. Tratava-se de "O Cristo espera por ti" (Araras: Instituto de Difusão Espírita, Ide), assinado pelo Espírito Honoré de Balzac. Por curiosidade, comecei a ler. Devorei a obra, na qual reconheci o estilo, o discurso do idealizador de "A comédia humana". Tempos depois, ao reler o romance, senti o mesmo encantamento da primeira leitura. Foi nessa época que começou minha ligação com Balzac.

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Autêntico romance de Balzac
"Cristo espera por ti” foi analisada por Osmar Ramos Filho, reconhecido estudioso de Honoré de Balzac, no ensaio “O avesso de um Balzac contemporâneo” (São Paulo: Publicações Lachâtre), prefaciado por Hermínio Correia de Miranda. “É um romance complexo, perturbador, contraditório, que nos deixa ao mesmo tempo insatisfeitos e perplexos. Autêntico romance de Balzac”, foi este o verídico de Osmar.
Minha intenção, com a publicação de “Alma de mulher em corpo de homem”, com base no relato mediúnico de Balzac – cujo conteúdo doutrinário é riquíssimo – foi resgatar, para o grande público, a mensagem contida nessa inesquecível lição de espiritualidade.
Busquei, antes de iniciá-la, a aprovação de Waldo Vieira, a quem procuramos e que nos recebeu cordialmente nas dependências do Centro de Altos Estudos da Consciênciologia (Ceaec), sediado em Foz do Iguaçu (PR), instituição sem fins lucrativos da qual é um dos fundadores. Sua gentil acolhida e o amável incentivo para que prosseguíssemos foi o impulso suficiente para que retornássemos a São Paulo dispostos a abraçar a tarefa.
Posteriormente, o resultado foi submetido à sua apreciação e também, por sua intercessão, passou pelo crivo de Osmar Ramos Filho, providência que muito me honrou. A instrução que recebi – identificar meu modesto trabalho como “Alma de mulher em corpo de homem”, título do primeiro capítulo da obra psicografada por Waldo Vieira, diferenciado-a do original “Cristo espera por ti” – foi por mim observada e mantida a imprescindível referência que remete o leitor à inesquecível obra do Espírito Balzac.
Balzac, em espírito, explica-se no prefácio de "Cristo espera por ti", e justifica a criação de sua obra, mensagem a qual transcrevo, na íntegra, a seguir.

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E o leitor dirá: “será mesmo”
Decerto, quem nos conhece não espera encontrar, nestas páginas, o mesmo Balzac, em tudo semelhante àquele de mais de um século atrás. Imensas transformações se operaram dentro e fora de nós, tivemos  outras experiências, passamos enormes temporadas sem vestir o burel, sem empunhar a pena, sem ingerir café... Mas isso não quer dizer que deixamos de ser nós próprio. Quem quiser averiguá-lo analise com imparcialidade os múltiplos  ângulos deste volume e nos encontrará, intrinsecamente qual éramos, apresentando, não qualquer reedição do que já escrevemos, mas uma história original.
Hoje, ainda mais profundamente vinculado à verdade, já não jogamos com as palavras apenas para satisfazer ao próprio eu. Exercitamos, por algum tempo, a maleabilidade da formosa língua, até há pouco estranha aos nossos hábitos, e imprimimos certa funcionalidade à mensagem que nos propusemos dirigir aos homens, segundo o caminhar das idéias e a mudança de roteiro que escolhemos, mas sem qualquer conceito de religião cor-de-rosa. Agora não experimentamos desejos de nobreza e fortuna; as dívidas já não são as casa editora, da fundição ou da tipografia, são outras, de ordem moral.
Nós, que fôramos criticado em vida pela crença no mundo espiritual, apagado precursor do Espiritismo na Europa, assunto que ainda não titulado assim, abordamos especialmente em Seráfita, Luis Lambert e Úrsula Mirouët, voltamos para redizer, com ênfase, que os romances não terminam na morte. Em certa época, alimentamos o anseio de concluir e burilar a Comédia Humana ou estende-la ainda mais. Não seria difícil para nós, reviver, nos cenários de Paris ou nos salões da província, figuras ainda presentes nas vossas livrarias, tais as de Bianchon, César Birotteau, De Marsay, sra, de Rochefide, o primo Pons, Nucingen, sra. Claës, Hulot d’Ervy, Eugênia Grandet, Goriot, Vautrin, o coronel Chabert, sra. Marneffe, Popinot, José e Filine Brideau e outros. Mas isso seria repetir e cansar, sem trazer nada de novo, além de nos tornarmos passíveis da interpretação de  autopastichador. Que adiantaria apenas historiarmos outra vez os costumes, se o Homem espiritualmente em quase nada se modificou?
Refletindo, resolvemos seguir novas rotas, – embora as possíveis reações da crítica misoneísta, – saindo da criação estática do já conhecido, para demandarmos a criação dinâmica do ignorado, sem renunciar ao que somos. Permitimo-nos algumas inovações a que não estávamos habituados na Terra, pois nessa época do rádio, cinema e televisão, há de se aligeirar as exposições. Se se pode julgar a forma aqui mais poética, como se, por um lado, incorrêssemos em aparente retrocesso, proporcionando concessões ao romantismo, demonstramos um avanço, por outro, ao nos utilizarmos de vários processos da técnica romanesca moderna.
Esta não é uma história ad usum delphine. Baseado em fatos, apresentamos dentre várias figuras reais, uma personalidade feminina que, a nosso ver, não se inclui na galeria de tipos também nem sempre imaginários da Comédia Humana, obra à qual faltou a chave da reencarnação. As vidas sucessivas ampliam ao infinito as perspectivas da existência física. Na Comédia, se os comparsas voltam de obra em obra, acabam sempre pela morte; aqui as personagens regressam, em outros corpos, de existência a existência, aperfeiçoando caracteres e ideais.
Já não nos preocupa tanto, quanto nos preocupávamos, ser historiador de costumes ou fazer concorrência ao registro civil. Alguns nomes foram propositadamente trocados à vista das ocorrências alinhadas serem, de certo modo, recentes, acordando, talvez, lembranças menos construtivas  em determinados círculos individuais, o que desejamos evitar, fundamentado que nos achamos na experiência... Quanto ao mais, todos os episódios do entrecho correm à conta dos protagonistas que continuam observados pelas lunetas da vida. E quem pode alterar essa incorrigível novelista que é a vida? Honoré de Balzac


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