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"Desejamos que tenham
incorporado em sua visão de mundo que não educamos
de forma direta e definitiva, mas que participamos
do processo e podemos tornar a tarefa mais fácil e
eficiente. Claro que nesse processo pode ocorrer
desperdício de talentos, conhecimento e tempo, além
de enganos, erros e acertos. Isso é lógico e normal,
porém é preciso cuidado para não banalizar o
conformismo disfarçado de normalidade: “Hoje em dia
é assim mesmo”. A soma de pequenos descuidos sempre
conduz a grandes problemas. Que os alertas tenham
atingido seu objetivo sem provocar culpa nem
remorso. Quantos de nós podemos nos considerar pais
e mães de qualidade, pessoas que não cometem
descuidos ou faltas? Como nos sentimos? O saldo até
o presente momento foi positivo? Mesmo que não tenha
sido, isso não tem tanta importância assim; errar
faz parte da arte de aprender. Para ficarmos em paz,
basta que tentemos corrigir-nos a cada novo momento,
oportunidade e conhecimento. Não é difícil
transformar pequenos descuidos em grandes lições.
Para trilhar esse caminho em segurança e alegria,
não devemos nos comparar com as outras pessoas
usando os filhos como parâmetros. Aqueles que
empreendem esse pequeno descuido – considerar-se
bons ou maus pais apenas porque seus filhos são
bem-vistos ou malvistos – caem em armadilhas
preparadas por eles mesmos. Muitos se imaginam pouco
competentes porque seus filhos são considerados
problemáticos pela sociedade, quando, na verdade,
estão fazendo o melhor que podem para superar suas
tendências negativas e imperfeições. O bom mestre é
aquele que consegue motivar um aluno displicente e
recuperá-lo. Não educamos nossos filhos para os
olhos do mundo, mas para que sejam felizes e
realizados. Por menor que seja o progresso obtido,
será uma vitória do amor..."
(DA REDAÇÃO) 
Relação
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