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Minha filha é
ÍNDIGO? |
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Américo Canhoto,
médico de família, responde à leitora |
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AMÉRICO CANHOTO |
Estou lendo o livro “Educando crianças índigo” (São Paulo:
Butterfly Editora), do doutor Egídio Vecchio. Os testes que aqui
aparecem indicam que minha filha de três anos é índigo. Como posso
ter certeza? E se ela for? Como agir? Ela teve retinoblastoma, está
curada, e suas reações, sua parte espiritual, de compreensão das
coisas é muito desenvolvida, sua sensibilidade muito grande. Mas não
quero ter dúvidas. Como ter certeza? Espero ansiosa sua resposta.
Giovanna, São Paulo (SP).
Olá Giovanna.
Não fique preocupada nem ansiosa em rotular sua filha de índigo. Não
perca de vista que índigo é um rótulo como outro qualquer. Toda
criança precisa ser educada com amor e firmeza. Como seres ainda
em evolução necessitamos de muita disciplina (inteligente, simples e
honesta). Apenas estude sua filha no dia a dia. Anote tudo. Planeje
sua reforma íntima simultânea à dela. Observe suas tendências,
impulsos e aptidões, procure corrigi-la de forma simples e com
poucas palavras, priorize os exemplos, valorize suas qualidades,
elogios são importantes - tente ignorar ao máximo seus defeitos de
caráter, para não reforçá-los. Converse muito com ela - peça sua
opinião quando tiver dúvidas sobre qualquer coisa. Lembre-se que
crianças não são surdas - quando estiver por perto estará antenada
em tudo que for dito. Não esqueça de responder a você mesma as
seguintes questões:
Há normas em minha casa? Quais são as regras da família? São sempre
cumpridas pelos adultos? Como pratico a ética e a moral cristã? Meu
discurso combina com minhas atitudes?
Para educar bem qualquer criança é preciso que nos reavaliemos a
cada minuto. Sua filha com certeza não é nem mais nem menos especial
do que as outras, não a contamine com conceitos índigos - o único
mundo que ela veio mudar é o seu próprio - que isso fique bem claro.
Ajude-a a descobrir o mais cedo possível quem somos e o que fazemos
aqui - auxilie-a na busca da sua tarefa de vida: O que vim fazer
nesta existência? Quando tiver dúvida mesmo, sobre o que fazer: vá
para um canto, ore e peça intuição aos seus mentores e aos dela.
Converse muito com ela em espírito enquanto dorme.
P.S. Durante suas leituras treine exercitar o espírito crítico - não
queira transformar-se numa mãe ideal (elas ainda não existem). Faça
o melhor possível com bom humor e alegria. Não se amedronte com a
tarefa de ser mãe, apenas seja você mesma. Ame-se, cultive o bom
senso, faça sua reforma íntima sem sofrimento - o restante virá por
acréscimo.
Fica na Paz.

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Américo Canhoto
responderá as dúvidas dos leitores do Jornal dos
Espíritos encaminhadas por e-mail para
redacao@jornaldosespiritos.com com
nome completo e cidade (não serão divulgados os dados
pessoais).
Casado, pai de
quatro
filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em
Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978.
Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio
Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988.
Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro.
Depois descobriu que esse médico era um espírito. É autor
de: “Quem ama cuida” (São Paulo: Petit Editora), “Saúde ou
doença: a escolha é sua” (São Paulo: Petit Editora);
“Chegando à casa espírita“ (São Paulo: Petit Editora);
“Educar para um Mundo novo” (São José do Rio Preto: Editora
Ativa) e “A reforma íntima começa no berço” (Santo André:
Editora EBM), colunista do Jornal dos Espíritos –
www.jornaldosespiritos.com
e do Diário da Região de São José do Rio Preto.  |
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