“O que uma pessoa
imagina, outros poderão transformar em realidade”.
O grande escritor francês – autor, entre dezenas de
obras, de Vinte mil léguas submarinas – nasceu em
Nantes, na França, em 8 de fevereiro de 1828 e
faleceu em 24 de março de 1905. Autor de mais de cem
livros, foi um escritor de extraordinária imaginação
e visão profética, pois antecipou inventos os quais
só recentemente a tecnologia conseguiu projetar e
produzir.
Cinco semanas em um balão, o primeiro romance de
Verne, foi recusado por vários editores. Finalmente,
em 1863, o livro foi lançado com grande sucesso.
Outras obras se seguiram até que, em 1870, Verne
publicou um de seus maiores sucessos: Vinte mil
léguas submarinas. Nessa obra, adaptada e resumida
para a Coleção Primeira Leitura, da Butterfly
Editora, o escritor relata uma incrível aventura
cujo personagem principal, o capitão Nemo, tem em
mãos o comando absoluto do Nautilus – máquina
imaginada por Verne, que antecedeu os modernos
submarinos.
Escritor, ensaísta, teatrólogo, Júlio Verne ficou
famoso depois de publicar Cinco semanas em um balão,
lançado pela Editora Hetzel em 1863. Apaixonado pela
literatura e teatro, no início de sua carreira foi
incentivado por Alexandre Dumas (pai), quando
encenou sua primeira peça, Palhas quebradas, que
estreou em Paris no ano de 1850. Nessa ocasião,
encontrava-se na cidade-luz, para onde mudara-se em
1848 com a intenção de estudar direito. A partir de
1851, dedicou-se sistematicamente ao estudo das
novas descobertas, geografia e ciências, com o
objetivo de escrever sobre esses temas. Em 1857
empregou-se na Bolsa de Valores, casou-se com
Honorine-Anne-Hebe Morel e continuou escrevendo. Em
1863, Verne despediu-se da Bolsa de Valores: o
sucesso de Cinco semanas em um balão permitiu ao
escritor viver exclusivamente da literatura.
Convidado a escrever para a Revista de Educação e
Recreação, nela publicou alguns contos que deram
origem, mais tarde, a livros de sucesso, entre os
quais Viagem ao centro da Terra e As aventuras do
capitão Hátteras. Suas obras foram traduzidas para
vários idiomas. Em português, as que mais se
destacaram foram: Vinte mil léguas submarinas; A
volta ao mundo em 80 dias; Viagem ao centro da
Terra; Cinco semanas em um balão; Da Terra à Lua;
Viagem ao redor da Lua; O farol do fim do mundo;
Miguel Strogoff; Os filhos do capitão Grant; O
doutor OX; A esfinge dos gelos; A invasão do mar; A
ilha misteriosa; A escola dos Robinsons; Um capitão
de 15 anos; As aventuras do capitão Hátteras; Três
russos e três ingleses; A procura
dos náufragos; Paris no século 20; A casa a vapor; O
arquipélago de fogo; Os sobreviventes do Jonathan; O
senhor do mundo; A jangada; A serpente do mar e Robur, o conquistador.
Pierre Larousse (1817–1875) – pioneiro na publicação
de enciclopédias e dicionários – foi extremamente
feliz ao referir-se ao trabalho do grande escritor:
“As obras de Júlio Verne, escritas para a juventude,
têm a rara boa sorte de agradar a todas as idades”.
Para Bernard Noël, escritor e poeta francês de
destaque na atualidade, “após o purgatório forçado,
Júlio Verne conhece um novo surto de interesse e
torna-se o que nunca deixou de ser: um escritor para
adultos”. Ao lado da Bíblia, das obras de
Shakespeare e de Karl Marx, os livros do escritor
francês são os mais traduzidos em todo o mundo.

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