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LANÇAMENTO nacional:
15 de fevereiro de 2008

ADMIR SERRANO - Durante palestra em Miami (EUA).

Morrer não é o fim

Admir Serrano revela como se tornou espírita

AFONSO MOREIRA JR. (PARA O JORNAL VERDADE E LUZ)

A Petit Editora está lançando "Morrer não é o fim", de Admir Serrano, divulgador, estudioso e pesquisador do Espiritismo. Brasileiro residente nos Estados Unidos, Serrano reuniu no seu livro relatos e informações que evidenciam a continuidade da vida depois da morte do corpo e a reencarnação.
Nesta entrevista, Serrano revela como se tornou espírita, quando iniciou as pesquisas que deram origem ao seu livro e as razões de sua ida para os Estados Unidos.

Quando conheceu o Espiritismo?
Encontrei o Espiritismo recentemente, no final de 2002. Antes de ingressar no Espiritismo, seguia a filosofia espiritualista, a Ciência da Mente, durante cinco anos, onde conscientizei-me profundamente da Lei de Causa e Efeito, um dos pilares dessa filosofia e do papel da mente na criação de nosso destino, o que igualmente aprendemos no Espiritismo. Em maio de 2002, comecei a ter experiências fora do corpo, desdobramentos durante os quais visitava colônias espirituais e ajudava recém-desencarnados. Nessa época fui buscar maiores conhecimentos no Espiritismo. Antes de ingressar no Espiritismo já havia estudado o passe magnético, a reencarnação, o desdobramento espiritual, as visões no leito de morte, as experiências de quase-morte, hipnose, hinduismo, budismo, Sócrates, Platão, física quântica básica, a teoria do universo holográfico do físico David Bhom, que postula a existência de um mundo implícito - extra-físico ou espiritual - de onde tudo se origina, e o explícito, o mundo das manifestações físicas, a teoria das supercordas e anti-matéria, já havia estado em colônias espirituais etc... Ou seja, já estava bastante familiarizado com vários aspectos do Espiritismo. No primeiro dia que fui ao centro espírita comprei "O Livro dos Espíritos" e o devorei em pouco tempo. Depois mergulhei nos outros. Nunca tive nenhum problema para compreender os ensinamentos espíritas. No Centro, estudei "O Livro dos Médiuns". Em pouco tempo era instrutor da casa que freqüentava, mas meus estudos universitários impediram-me de continuar. Estudo o Espiritismo continuamente, por mim mesmo. Faço palestras em português, inglês e espanhol.
Por que se mudou para os Estados Unidos?
Para buscar novos conhecimentos. Trabalho desde os nove anos de idade, nunca parei e nem pretendo parar de trabalhar. Em 1982, aos 28 anos de idade, senti que precisava de uma mudança. Trabalhava em São Paulo, no departamento de economia de uma grande empresa, multinacional. No início do ano de 1982, fui para os Estados Unidos fazer um curso intensivo de inglês. Durante essa estadia, conheci uma norte-americana com quem me casei em julho de 1982, quando emigrei. Em 1990 nos divorciamos. Hoje sou casado e tenho duas filhas, não tive filhos no primeiro casamento.
Seus familiares o acompanharam?
Não, meu pai faleceu em 1973, quando eu tinha 19 anos de idade. Sou o mais velho de três irmãos. Nunca tive dificuldades aqui. Em um ano falava fluentemente o inglês, e fui sempre muito bem aceito. Por conveniência e para facilitar a legalização de minha atual esposa, que é brasileira, me naturalizei norte-americano.
Quanto tempo demorou para reunir as informações que deram origem à sua obra?
Mais ou menos oito anos, mas apenas por interesse pessoal. Decidi escrever "Morrer não é o fim" em setembro de 2006. Nove meses depois, o tempo de gestação de um filho, em junho de 2007, enviei o original para a Petit Editora.
Quais são suas expectativas em relação ao seu livro?
Espero que as pessoas que não são espíritas possam encontrar no meu livro conforto emocional e espiritual para enfrentar a inevitabilidade da morte física e descobrir sua imortalidade. Quanto aos espíritas, que já conhecem essa realidade, gostaria de motivá-los a viverem exemplarmente cada uma de suas existências, não apenas para tornar suas vidas menos penosas, mas também para iluminar o caminho daqueles que ainda não encontraram a luz.
Por que, em sua opinião, o movimento espírita nos Estados Unidos é limitado aos sul-americanos?
Primeiro porque são os imigrantes sul-americanos que estão trazendo e introduzindo o Espiritismo na América. O Espiritismo é desconhecido aqui. Para os norte-americanos, a religião que mais se aproxima ao Espiritismo é o Espiritualismo, estabelecido com o advento dos fenômenos de Hydesville, assim como o foi o Espiritismo. Mas, aos poucos, à medida que os sul-americanos se integram à comunidade nativa, que fazem amigos norte-americanos, casam-se e tem filhos, estes deverão seguir o Espiritismo em maior número, como já vem ocorrendo, embora timidamente.

No livro Morrer não é o fim - de Admir Serrano, lançamento da Petit Editora - os espíritas encontram ocorrências que fortalecem sua fé na imortalidade da alma e na reencarnação. Aqueles que acreditam que nada mais nos resta depois da perda do corpo que se preparem: provavelmente suas convicções nunca mais serão as mesmas depois da leitura deste livro. Em Miami, Estado da Flórida (EUA), onde reside, Serrano é profissional da área de gerenciamento de mercado. No centro espírita no qual colabora, ministra palestras em inglês, português e espanhol. Há anos dedica-se a pesquisar e estudar as visões no leito de morte (VLMs) e as experiências de quase-morte (EQMs). Quem é vivo, nunca desaparece - Morrer não é o fim, de Admir Serrano é uma prova disso.

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