A Petit Editora
está lançando "Morrer não é o fim", de Admir Serrano,
divulgador, estudioso e pesquisador do Espiritismo. Brasileiro
residente nos Estados Unidos, Serrano reuniu no seu livro
relatos e informações que evidenciam a continuidade da vida
depois da morte do corpo e a reencarnação.
Nesta entrevista, Serrano revela como se tornou espírita, quando
iniciou as pesquisas que deram origem ao seu livro e as razões
de sua ida para os Estados Unidos.
Quando
conheceu o Espiritismo?
Encontrei o Espiritismo
recentemente, no final de 2002. Antes de ingressar no
Espiritismo, seguia a filosofia espiritualista, a Ciência da
Mente, durante cinco anos, onde conscientizei-me profundamente
da Lei de Causa e Efeito, um dos pilares dessa filosofia e do
papel da mente na criação de nosso destino, o que igualmente
aprendemos no Espiritismo. Em maio de 2002, comecei a ter
experiências fora do corpo, desdobramentos durante os quais
visitava colônias espirituais e ajudava recém-desencarnados.
Nessa época fui buscar maiores conhecimentos no Espiritismo.
Antes de ingressar no Espiritismo já havia estudado o passe
magnético, a reencarnação, o desdobramento espiritual, as visões
no leito de morte, as experiências de quase-morte, hipnose,
hinduismo, budismo, Sócrates, Platão, física quântica básica, a
teoria do universo holográfico do físico David Bhom, que postula
a existência de um mundo implícito - extra-físico ou espiritual
- de onde tudo se origina, e o explícito, o mundo das
manifestações físicas, a teoria das supercordas e anti-matéria,
já havia estado em colônias espirituais etc... Ou seja, já
estava bastante familiarizado com vários aspectos do
Espiritismo. No primeiro dia que fui ao centro espírita comprei
"O Livro dos Espíritos" e o devorei em pouco tempo. Depois
mergulhei nos outros. Nunca tive nenhum problema para
compreender os ensinamentos espíritas. No Centro, estudei "O
Livro dos Médiuns". Em pouco tempo era instrutor da casa que
freqüentava, mas meus estudos universitários impediram-me de
continuar. Estudo o Espiritismo continuamente, por mim mesmo.
Faço palestras em português, inglês e espanhol.
Por que se mudou para os Estados Unidos?
Para buscar novos conhecimentos. Trabalho desde os nove anos
de idade, nunca parei e nem pretendo parar de trabalhar. Em
1982, aos 28 anos de idade, senti que precisava de uma mudança.
Trabalhava em São Paulo, no departamento de economia de uma
grande empresa, multinacional. No início do ano de 1982, fui
para os Estados Unidos fazer um curso intensivo de inglês.
Durante essa estadia, conheci uma norte-americana com quem me
casei em julho de 1982, quando emigrei. Em 1990 nos divorciamos.
Hoje sou casado e tenho duas filhas, não tive filhos no primeiro
casamento.
Seus familiares o acompanharam?
Não, meu pai faleceu em 1973, quando eu tinha 19 anos de idade.
Sou o mais velho de três irmãos. Nunca tive dificuldades aqui.
Em um ano falava fluentemente o inglês, e fui sempre muito bem
aceito. Por conveniência e para facilitar a legalização de minha
atual esposa, que é brasileira, me naturalizei norte-americano.
Quanto tempo demorou para reunir as informações que deram
origem à sua obra?
Mais ou menos oito anos, mas apenas por interesse pessoal.
Decidi escrever "Morrer não é o fim" em setembro de 2006. Nove
meses depois, o tempo de gestação de um filho, em junho de 2007,
enviei o original para a Petit Editora.
Quais são suas expectativas em relação ao seu livro?
Espero que as pessoas que não são espíritas possam encontrar no
meu livro conforto emocional e espiritual para enfrentar a
inevitabilidade da morte física e descobrir sua imortalidade.
Quanto aos espíritas, que já conhecem essa realidade, gostaria
de motivá-los a viverem exemplarmente cada uma de suas
existências, não apenas para tornar suas vidas menos penosas,
mas também para iluminar o caminho daqueles que ainda não
encontraram a luz.
Por que, em sua opinião, o movimento espírita nos Estados
Unidos é limitado aos sul-americanos?
Primeiro porque são os imigrantes sul-americanos que estão
trazendo e introduzindo o Espiritismo na América. O Espiritismo
é desconhecido aqui. Para os norte-americanos, a religião que
mais se aproxima ao Espiritismo é o Espiritualismo, estabelecido
com o advento dos fenômenos de Hydesville, assim como o foi o
Espiritismo. Mas, aos poucos, à medida que os sul-americanos se
integram à comunidade nativa, que fazem amigos norte-americanos,
casam-se e tem filhos, estes deverão seguir o Espiritismo em
maior número, como já vem ocorrendo, embora timidamente.
No livro Morrer não é o fim
- de Admir Serrano, lançamento da Petit Editora - os espíritas
encontram ocorrências que fortalecem sua fé na imortalidade da
alma e na reencarnação. Aqueles que acreditam que nada mais nos
resta depois da perda do corpo que se preparem: provavelmente
suas convicções nunca mais serão as mesmas depois da leitura
deste livro. Em Miami, Estado da Flórida (EUA), onde reside,
Serrano é profissional da área de gerenciamento de mercado. No
centro espírita no qual colabora, ministra palestras em inglês,
português e espanhol. Há anos dedica-se a pesquisar e estudar as
visões no leito de morte (VLMs) e as experiências de quase-morte
(EQMs). Quem é vivo, nunca desaparece - Morrer não é o fim, de
Admir Serrano é uma prova disso.

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